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segunda-feira, 4 de julho de 2016

08 (Parábolas de Jesus) O Maior Tesouro - Parte Final



A Recompensa da Pesquisa
Ninguém pense que não há mais sabedoria para alcançar. A profundeza do entendimento humano pode ser medida, as obras de autores humanos podem ser conhecidas; porém o mais alto, mais profundo e mais largo vôo da imaginação não pode descobrir a Deus. Há a imensidade além de tudo que podemos compreender. Vimos somente o cintilar da glória divina e do infinito conhecimento e sabedoria; temos estado a trabalhar, por assim dizer, próximos da superfície enquanto ricos veios de ouro estão mais embaixo, para recompensar aquele que cavar em sua procura. A escavação precisa aprofundar-se mais e mais na mina, e maravilhosos tesouros serão o resultado. Por uma fé correta, o conhecimento divino tornar-se-á conhecimento humano.
Ninguém pode esquadrinhar as Escrituras no Espírito de Cristo sem ser recompensado. Quando o homem consente em ser instruído como uma criancinha, quando se submete inteiramente a Deus, achará a verdade em Sua Palavra. Se os homens fossem obedientes compreenderiam o plano do governo de Deus. O mundo celestial abriria os seus mistérios de graça e glória à pesquisa. Os seres humanos seriam totalmente diferentes do que agora são: porque, explorando as minas da verdade, os homens seriam enobrecidos. O mistério da salvação, a encarnação de Cristo, Seu sacrifício expiatório não seriam, como o são agora, noções vagas em nossa mente. Não somente seriam mais bem compreendidos, como infinitamente mais apreciados.
Em Sua oração ao Pai, deu Cristo ao mundo uma lição que deve ser gravada na mente e na alma. "A vida eterna", disse, "é esta: Que conheçam a Ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste." João 17:3. Isto é verdadeira educação. Comunica-nos poder. O conhecimento experimental de Deus e de Jesus Cristo, a quem Ele enviou, transforma o homem na semelhança de Deus. Dá ao homem o domínio próprio, submetendo todos os impulsos e paixões da natureza inferior ao domínio das faculdades superiores da mente. Faz de seu possuidor filho de Deus e herdeiro do Céu. Leva-o à comunhão com a mente do Infinito e lhe abre os ricos segredos do Universo.
Esse é o conhecimento obtido pelo estudo da Palavra de Deus. Esse tesouro pode ser encontrado por toda pessoa que der tudo para alcançá-lo.
"Se clamares por entendimento, e por inteligência alçares a tua voz, se como a prata a buscares e como a tesouros escondidos a procurares, então, entenderás o temor do Senhor e acharás o conhecimento de Deus." Provérbios 2:3-5.


sexta-feira, 8 de abril de 2016

03 ( No Deserto da Tentação) O Teste da Provação


O Senhor colocou o homem sob provação a fim de que pudesse formar um caráter de integridade comprovada, para sua própria felicidade e para glória de seu Criador. Ele dotara Adão com poderes de uma mente superior, como nenhuma outra criatura que Suas mãos fizeram. Sua superioridade mental era um pouco menor do que a dos anjos. Estava em condição de familiarizar-se com a sublimidade e a glória da Natureza, e compreender o caráter do Pai celestial nas Suas obras criadas. As glórias do Éden, e sobre tudo em que pudesse repousar os olhos, testificava do amor e do infinito poder de seu Pai.
O desprendimento foi a primeira lição moral dada a Adão. O governo de tudo foi-lhe colocado nas mãos. Julgamento, razão e consciência estavam sob seu domínio. "Tomou o Senhor Deus o homem e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Gênesis 2:15-17.
Adão e Eva tinham permissão de participar de todas as árvores do jardim, salvo uma. Havia uma única e simples proibição. A árvore proibida era tão atrativa e desejável como qualquer outra do jardim. Era chamada árvore do conhecimento porque participando dessa árvore, da qual Deus disse, "dela não comerás", eles teriam o conhecimento do pecado, experimentariam a desobediência.
Eva saiu de perto do esposo, para contemplar as coisas maravilhosas da Natureza, deleitando-se nos seus cenários coloridos e na fragrância das flores, admirando a beleza das árvores e arbustos. Pôs-se a pensar na restrição que Deus lhes tinha imposto no tocante à árvore da ciência do bem e do mal. Ficou deslumbrada com a beleza e abundância que o Senhor providenciara para a satisfação de cada desejo. Tudo isto, disse ela, Deus nos deu para nossa satisfação. Tudo é nosso; porque Deus tinha dito: "De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás." Gênesis 2:16 e 17.
Eva passeava perto da árvore proibida, e foi despertando a curiosidade para descobrir como a morte poderia ocultar-se no fruto dessa agradável árvore. Ficou surpresa ao ouvir que suas interrogações foram apanhadas e repetidas por uma estranha voz. "É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?" Gênesis 3:1. Eva não percebeu que tinha revelado seus pensamentos conversando audivelmente consigo mesma; deste modo, ficou grandemente atônita ao ouvir que suas inquietações eram respondidas pela serpente. Realmente pensou que a serpente lhe conhecia os pensamentos e que deveria ser muito sábia.
Respondeu-lhe: "Do fruto das árvores do jardim comeremos, mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." Gênesis 3:2-5.
Aqui o pai da mentira fez sua afirmação em direta contradição à expressa palavra de Deus. Satanás assegurou a Eva que ela fora criada imortal, e que para ela não havia possibilidade de morrer. Disse-lhe que Deus sabia que se ela e seu esposo comessem da árvore do conhecimento, sua compreensão seria iluminada, expandida, enaltecida, tornando-se iguais a Ele mesmo. E a serpente respondeu a Eva que a ordem de Deus, proibindo-os de comer da árvore do conhecimento, foi dada para conservá-los num tal estado de subordinação que lhes vedasse o conhecimento, o qual era poder. Assegurou-lhe que o fruto desta árvore era desejável acima de todas as do jardim, para fazê-los sábios e exaltá-los à igualdade com Deus. Ele vos recusou, disse a serpente, o fruto desta árvore, a qual dentre todas as árvores, é a mais desejável pelo delicioso sabor e estimulante influência.
Eva pensou que o discurso da serpente fosse muito sábio, e que a proibição de Deus fosse injusta. Olhava com ardente desejo para a árvore carregada de frutos que pareciam muito deliciosos. A serpente estava comendo-os com evidente deleite. Eva agora desejava este fruto mais do que todas as variedades que Deus lhe pusera ao alcance, com pleno direito de uso.
Eva exagerou as palavras da ordem de Deus. Ele disse a Adão e Eva: "Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Gênesis 2:17. Na discussão de Eva com a serpente, ela acrescentou: "Nem nele tocareis." Gênesis 3:3. Aqui apareceu a sutileza da serpente. Esta citação de Eva deu-lhe vantagem; colheu o fruto e o colocou nas mãos de Eva, usando suas próprias palavras. "Deus disse que morrerias se tocasses no fruto. Vê, nenhum mal te sucedeu ao tocares nele; tampouco receberás dano algum ao comê-lo."
Eva cedeu ao manhoso engano do diabo em forma de serpente. Ao comer o fruto não se apercebeu imediatamente de nenhum mal. Então ela mesma apanhou o fruto para si e para o esposo. "Vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela." Gênesis 3:6.
Adão e Eva deveriam estar plenamente satisfeitos com o conhecimento que receberam de Deus por intermédio de Sua obra criada e das instruções dos santos anjos. Todavia, sua curiosidade foi despertada para ficar a par daquilo que Deus designou que não deveriam conhecer. A ignorância do pecado era para sua própria felicidade.
O elevado grau de conhecimento que eles pensavam que obteriam comendo do fruto proibido, lançou-os na degradação do pecado e da culpa.

domingo, 27 de março de 2016

64 (História da Redenção) A Nova Terra



"Vi um novo céu, e uma nova Terra. Porque já o primeiro céu e a primeira Terra passaram." Apocalipse 21:1. O fogo que consome os ímpios purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Nenhum inferno a arder eternamente conservará perante os resgatados as terríveis conseqüências do pecado. Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de Sua crucifixão. Em Sua fronte, em Seu lado, em Suas mãos e pés estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou.
"A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, a ti virá o primeiro domínio." Miquéias 4:8. O reino perdido pelo pecado, Cristo resgatou-o, e os redimidos o possuirão com Ele. "Os justos herdarão a Terra e habitarão nela para sempre." Salmos 37:29. Um receio de fazer com que a herança futura pareça demasiado material tem levado muitos a espiritualizar as mesmas verdades que nos levam a considerá-la nosso lar. Cristo afirmou a Seus discípulos haver ido preparar moradas para eles. Os que aceitam os ensinos da Palavra de Deus não serão totalmente ignorantes com respeito à morada celestial. E contudo, declara o apóstolo Paulo: "as coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que O amam". I Coríntios 2:9. A linguagem humana não é adequada para descrever a recompensa dos justos. Será conhecida apenas dos que a contemplarem. Nenhum espírito finito pode compreender a glória do Paraíso de Deus.
Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país. Hebreus 11:14-16. Ali, o grande Pastor conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. A árvore da vida produz seu futuro de mês em mês, e as folhas da árvore são para a saúde das nações. Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor. Ali as extensas planícies assemelham-se em colinas de beleza, e as montanhas de Deus erguem seus altivos píncaros. Nessas pacíficas planícies, ao lado daquelas correntes vivas, o povo de Deus, durante tanto tempo peregrino e errante, encontrará um lar.
                              A Nova Jerusalém
Ali está a Nova Jerusalém, tendo "a glória de Deus", sua luz "era semelhante a uma pedra preciosíssima, como a pedra de jaspe, como o cristal resplandecente". Apocalipse 21:11. Diz o Senhor: "E folgarei em Jerusalém, e exultarei no Meu povo." Isaías 65:19. "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas." Apocalipse 21:3 e 4.
Na cidade de Deus "não haverá noite". Apocalipse 21:25. Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. Sempre sentiremos o frescor da manhã, e sempre estaremos longe de seu termo. "Não necessitarão de lâmpada nem de luz do Sol, porque o Senhor Deus os alumia." Apocalipse 22:5. A luz do Sol será substituída por um brilho que não é ofuscante e, contudo, sobrepuja incomensuravelmente o de nosso Sol ao meio-dia. A glória de Deus e do Cordeiro inunda a santa cidade, com luz imperecível. Os remidos andam na glória de um dia perpétuo, independente do Sol.
"Nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor." Apocalipse 21:22. O povo de Deus tem o privilégio de entreter franca comunhão com o Pai e o Filho. "Porque agora vemos por espelho em enigma." I Coríntios 13:12. Contemplamos a imagem de Deus refletida, como que em espelho, nas obras da Natureza e em Seu trato com os homens; mas, então O conheceremos face a face, sem um véu obscurecedor de permeio. Estaremos em Sua presença, e contemplaremos a glória de Seu rosto.
Ali, mentes imortais estudarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.
E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, maior é sua admiração de Seu caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.
"E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre." Apocalipse 5:13.

Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado, e o grande conflito terminou.


                                                      FIM

sábado, 26 de março de 2016

63 (História da Redenção) A Segunda Morte




Satanás parece paralisado ao contemplar a glória e majestade de Cristo. Aquele que fora um querubim cobridor lembra-se donde caiu. Ele, serafim resplandecente, "filho da alva" - quão mudado, quão degradado! Isaías 14:12.
Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. Adestrou suas faculdades para guerrear contra Deus; a pureza, paz e harmonia do Céu ser-lhe-iam suprema tortura. Suas acusações contra a misericórdia e justiça de Deus silenciam agora. A culpa que se esforçou por lançar sobre Jeová repousa inteiramente sobre ele. E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença.
Todas as questões sobre a verdade e o erro no prolongado conflito são agora esclarecidas. A justiça de Deus acha-se plenamente justificada. Perante o Universo foi apresentado claramente o grande sacrifício feito pelo Pai e o Filho em prol do homem. É chegada a hora em que Cristo ocupa a Sua devida posição, sendo glorificado acima dos principados e potestades, e sobre todo o nome que se nomeia.
Apesar de ter sido Satanás constrangido a reconhecer a justiça de Deus e a curvar-se à supremacia de Cristo, seu caráter permanece sem mudança. O espírito de rebelião, qual poderosa torrente, explode de novo. Cheio de delírio, decide-se a não capitular no grande conflito. É chegado o tempo para a última e desesperada luta contra o Rei do Céu. Arremessa-se para o meio de seus súditos e esforça-se por inspirá-los com sua fúria, incitando-os a uma batalha imediata. Mas dentre todos os incontáveis milhões que seduziu à rebelião, ninguém há agora que lhe reconheça a supremacia. Seu poder chegou ao fim. Os ímpios estão cheios do mesmo ódio a Deus, o qual inspira Satanás; mas vêem que seu caso é sem esperança, que não podem prevalecer contra Jeová. Sua ira se acende contra Satanás e os que foram seus agentes no engano. Com furor de demônios voltam-se contra eles e segue-se aí uma cena de conflito universal.
                                       Fogo do Céu
Então serão cumpridas as palavras do profeta: "Porque a indignação do Senhor está sobre todas as nações, e o Seu furor sobre todo o exército delas; Ele as destruiu totalmente, entregou-as à matança." Isaías 34:2. "Sobre os ímpios fará chover laços, fogo, enxofre e vento tempestuoso: eis a porção do seu copo." Salmos 11:6. De Deus desce fogo do céu. A terra se fende. São retiradas as armas escondidas em suas profundezas. Chamas devoradoras irrompem de cada abismo hiante. As próprias rochas estão ardendo. É chegado o dia que arde "como forno". Malaquias 4:1. Os elementos fundem-se pelo vivo calor, e também a Terra e as obras que nela há são queimadas. II Pedro 3:10. O fogo de Tofete é preparado para o rei, o líder da rebelião; a fogueira é profunda e larga, e "o assopro do Senhor como torrente de enxofre a acenderá". Isaías 30:33. A superfície da Terra parece uma massa fundida - um vasto e fervente lago de fogo. É o tempo do juízo e perdição dos homens maus _ "o dia da vingança do Senhor, ano de retribuições pela luta de Sião". Isaías 34:8.
Os ímpios recebem sua recompensa na Terra. Eles "serão como palha; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos". Mal. 4:1. Alguns são destruídos num momento, enquanto outros sofrem muitos dias. Todos são punidos segundo suas ações. Tendo sido os pecados dos justos transferidos para Satanás, o originador do mal, ele deve suportar seu castigo. Assim ele tem de sofrer não somente pela sua própria rebelião, mas por todos os pecados que fez o povo de Deus cometer. Seu castigo deve ser muito maior do que o daqueles a quem enganou. Depois que perecerem os que pelos seus enganos caíram, deve ele ainda viver e sofrer. Nas chamas purificadoras os ímpios são finalmente destruídos, raiz e ramos - Satanás, a raiz, e seus seguidores, os ramos. A justiça de Deus é satisfeita, e os santos e toda a multidão de anjos dizem em alta voz: Amém.

Enquanto a Terra está envolta nos fogos da vingança de Deus, os justos habitam em segurança na Santa Cidade. Sobre os que tiverem parte na primeira ressurreição, a segunda morte não tem poder. Apocalipse 20:6. Ao mesmo tempo em que Deus é para os ímpios um fogo consumidor, é para o Seu povo tanto Sol como Escudo. Salmos 84:11.

quinta-feira, 24 de março de 2016

62 (História da Redenção) A Coroação de Cristo



Agora Cristo aparece novamente à vista de Seus inimigos. Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um trono, alto e sublime. Sobre esse trono assenta-Se o Filho de Deus, e em redor dEle estão os súditos de Seu reino. O poder e majestade de Cristo, nenhuma língua os pode descrever, nem pena alguma retratar. A glória do Pai eterno envolve Seu Filho. O resplendor de Sua presença enche a cidade de Deus e estende-se para além das portas, inundando a Terra inteira com Sua glória.
Mais próximos do trono estão os que já foram zelosos na causa de Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador com devoção profunda, intensa. Em seguida estão os que aperfeiçoaram um caráter cristão em meio à falsidade e à incredulidade, os que honraram a lei de Deus quando o mundo cristão a declarava nula, e os milhões de todos os séculos que se tornaram mártires pela sua fé. E além está a "multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, ... trajando vestidos de vestiduras brancos e com palmas nas suas mãos". Apocalipse 7:9. Terminou sua luta, a vitória está ganha. Acabaram a carreira e alcançaram o prêmio. O ramo de palmas em suas mãos é um símbolo de seu
Triunfo; as vestes brancas, um emblema da imaculada justiça de Cristo, a qual agora possuem.
Os resgatados entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do céu: "Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro." Apocalipse 7:10. E anjos e serafins unem sua voz em adoração. Tendo os remidos contemplado o poder e malignidade de Satanás, viram, como nunca antes, que poder algum, a não ser o de Cristo, poderia tê-los feito vencedores. Em toda aquela resplendente multidão ninguém há que atribua a salvação a si mesmo, como se houvesse prevalecido pelo próprio poder e bondade. Nada se diz do que fizeram ou sofreram; antes, o motivo de cada cântico, a nota fundamental de toda antífona, é - "Salvação ao nosso Deus... e ao Cordeiro." Apocalipse 7:10.
Na presença dos habitantes da Terra e do Céu, reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus. E agora, investido de majestade e poder supremos, o Rei dos reis pronuncia a sentença sobre os rebeldes contra Seu governo, e executa justiça sobre aqueles que transgrediram Sua lei e oprimiram Seu povo. Diz o profeta de Deus: "Vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida: e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras." Apocalipse 20:11 e 12.
Logo que se abrem os livros de registro, e o olhar de Jesus incide sobre os ímpios, eles se tornam cônscios de todo pecado cometido. Vêem exatamente onde seus pés se desviaram do caminho da pureza e santidade, precisamente até onde o orgulho e rebelião os levaram na violação da lei de Deus. As sedutoras tentações que abrigaram na condescendência com o pecado, as bênçãos pervertidas, as ondas de misericórdia rebatidas pelo coração obstinado, impenitente - tudo aparece como que escrito com letras de fogo.
                   Panorama do Grande Conflito
Por sobre o trono se revela a cruz; e, semelhante a uma vista panorâmica, aparecem as cenas da tentação e queda de Adão, e os passos sucessivos no grande plano da redenção. O humilde nascimento do Salvador; Sua infância de simplicidade e obediência; Seu batismo no Jordão; o jejum e tentação no deserto; Seu ministério público, Por sobre o trono se revela a cruz; e, semelhante a uma vista desvendando aos homens as mais preciosas bênçãos do Céu; os dias repletos de atos de amor e misericórdia, Suas noites de oração e vigília na solidão das montanhas; os tramas e invejas, ódio e maldade, com que eram retribuídos os Seus benefícios; a agonia terrível e misteriosa no Getsêmani, sob o peso esmagador dos pecados do mundo inteiro; Sua traição nas mãos da turba assassina; os tremendos acontecimentos daquela noite de horror - o Prisioneiro que não opunha resistência, abandonado por Seus discípulos mais amados, rudemente tangido pelas ruas de Jerusalém; o Filho de Deus exultantemente exibido perante Anás, citado ao palácio do sumo sacerdote, ao tribunal de Pilatos, perante o covarde e cruel Herodes, escarnecido, insultado, torturado e condenado à morte - tudo é vividamente esboçado.
E agora, perante a multidão agitada, revelam-se as cenas finais - o paciente Sofredor trilhando o caminho do Calvário, o Príncipe do Céu suspenso na cruz; os altivos sacerdotes e a plebe zombeteira a escarnecer de Sua agonia mortal, as trevas sobrenaturais; a Terra a palpitar, as pedras despedaçadas, as sepulturas abertas, assinalando o momento em que o Redentor do mundo rendeu a vida.
O terrível espetáculo aparece exatamente como foi. Satanás, seus anjos e súditos não têm poder para se desviarem do quadro que é a sua própria obra. Cada ator relembra a parte que desempenhou. Herodes, matando as inocentes crianças de Belém, a fim de destruir o Rei de Israel; a vil Herodias, sobre cuja alma criminosa pesa o sangue de João Batista; o fraco Pilatos, subserviente às circunstâncias; os soldados zombadores; os sacerdotes e príncipes, e a multidão furiosa que clamou: "O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!" (Matheus 27:25) - todos contemplam a enormidade de seu crime. Em vão procuram ocultar-se da majestade divina de Seu rosto, mais resplandecente que o Sol, enquanto os remidos lançam suas coroas aos pés do Salvador, exclamando: "Ele morreu por mim!"

Entre a multidão resgatada acham-se os apóstolos de Cristo, o heróico Paulo, o ardoroso Pedro, o amado e amante João, e seus fiéis irmãos, e, com estes, o vasto exército dos mártires, ao passo que, fora dos muros, com tudo o que é vil e abominável, estão aqueles pelos quais foram perseguidos, presos e mortos. Ali está Nero, aquele monstro de crueldade e vício, contemplando a alegria e exaltação daqueles que torturara, e em cujas aflições mais extremas encontrara deleite satânico. Sua mãe ali está para testemunhar o resultado de sua própria obra; para ver como os maus traços de caráter transmitidos a seu filho, as paixões abrigadas e desenvolvidas por sua influência e exemplo, produziram frutos nos crimes que fizeram o mundo estremecer.

quarta-feira, 23 de março de 2016

61 (História da Redenção) A Segunda Ressurreição



Então Jesus, acompanhado de todos os santos anjos, e todos os santos remidos, saem da cidade. Os anjos rodeiam seu Comandante e O acompanham em Seu trajeto, e a seguir vem o cortejo dos santos remidos. Com majestade terrível e pavorosa, Jesus chama então os ímpios mortos; e eles surgem com o mesmo corpo fraco, doentio, que foram à sepultura. Que espetáculo! Que cena! Na primeira ressurreição, todos saem com imortal frescor, mas na segunda, os indícios da maldição são visíveis em todos. Os reis e os nobres da Terra, os vis e os desprezíveis, os doutos e os ignorantes, surgem ao mesmo tempo. Todos contemplam o Filho do homem; e os mesmos homens que O desprezaram e dEle escarneceram, que Lhe puseram sobre a sagrada fronte a coroa de espinhos, e O feriram com a cana, contemplam-nO em toda a Sua majestade real. Os que cuspiram nEle na hora de Seu julgamento, agora se desviam de Seu olhar penetrante, e da glória de Seu rosto. Os que introduziram os cravos através de Suas mãos e pés, olham agora para os sinais de Sua crucifixão. Os que Lhe feriram o lado, vêem os sinais de sua crueldade em Seu corpo. E sabem que Ele é o mesmo a quem crucificaram, e de quem escarneceram em Sua agonia mortal. E levantam então um pranto de angústia, longo e demorado, fugindo para esconder-se da presença do Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Todos estão procurando esconder-se nas rochas, para se defenderem da glória terrível dAquele a quem uma vez desprezaram. E, oprimidos e afligidos por Sua majestade e extraordinária glória, unanimemente levantam a voz e com terrível clareza exclamam: "Bendito O que vem em nome do Senhor!" Matheus 23:39.
Então, Jesus e os santos anjos, acompanhados por todos os santos vão de novo à cidade, e as amarguradas lamentações e prantos dos ímpios condenados enchem os ares. Vi então que Satanás novamente começava a sua obra. Passava por entre seus súditos, e fazia do fraco e débil forte, e dizia-lhes que ele e os seus anjos ainda eram poderosos. Apontava para os incontáveis milhões que tinham ressuscitado. Havia poderosos guerreiros e reis, que eram muito hábeis em batalhas e que haviam conquistado reinos. E havia poderosos gigantes e homens valentes que nunca perderam uma batalha. Ali estava o orgulhoso e ambicioso Napoleão, cuja aproximação tinha feito reinos tremer. Ali se achavam homens de elevada estatura e porte nobre, que haviam tombado na batalha enquanto sedentos de conquista.
Ao surgir de suas sepulturas, reatam a corrente de seus pensamentos no ponto em que cessara por ocasião da morte. Possuem o mesmo desejo de conquistar que os governava quando tombaram. Satanás consulta com seus anjos e, então, com aqueles reis, conquistadores, e homens poderosos. Olha então para o vasto exército e diz-lhes que a multidão na cidade é pequena e fraca, e que eles podem subir e tomá-la, expulsar seus habitantes e possuir sua riquezas e glória.
Satanás consegue enganá-los, e todos começam imediatamente a preparar-se para a batalha. Há muitos homens hábeis naquele vasto exército, e constroem todas as espécies de instrumentos de guerra. Então, com Satanás à sua frente, a multidão se põe em movimento. Reis e guerreiros seguem imediatamente após Satanás e as multidões vêm a seguir, em companhias. Cada companhia tem o seu dirigente, e é observada a ordem enquanto, sobre a superfície partida da Terra, marcham em direção à santa cidade. Jesus fecha as portas da cidade e este vasto exército a cerca, e dispõe-se para a batalha, esperando um conflito tremendo.



terça-feira, 22 de março de 2016

60 (História da Redenção) O Milênio



Minha atenção foi de novo dirigida à Terra. Os ímpios tinham sido destruídos e seus corpos mortos jaziam em sua superfície. A ira de Deus, nas sete últimas pragas, fora derramada sobre os habitantes da Terra, fazendo-os morder a língua de dor e amaldiçoar a Deus. Os falsos pastores foram objeto especial da ira de Jeová. Os olhos se lhes consumiram nas órbitas, e a língua na sua boca, enquanto estavam em pé. Depois que os santos tiveram livramento pela voz de Deus, a multidão dos ímpios volveu sua ira, de uns contra os outros. A Terra parecia ser inundada com sangue, e havia cadáveres de uma extremidade dela a outra.
A Terra tinha a aparência de um deserto solitário. Cidades e vilas, derrubadas pelo terremoto, jaziam em montões. Montanhas tinham sido removidas de seus lugares, deixando grandes cavernas. Enormes pedras, lançadas pelo mar, ou arrancadas da própria terra, estavam espalhadas por toda a sua superfície. Grandes árvores tinham sido desarraigadas, e se espalhavam pela terra. Aqui deve ser a morada de Satanás com seus anjos maus, durante mil anos. Aqui estará ele circunscrito, para errar para cá e acolá, sobre a revolvida superfície da Terra, e para ver os efeitos de sua rebelião contra a lei de Deus. Durante mil anos, ele poderá consumir o fruto da maldição, que ele determinou.
Restrito apenas à Terra, Satanás não terá o privilégio de percorrer outros planetas para tentar e molestar os que não caíram. Durante esse tempo, Satanás sofre extremamente. Desde a queda, suas más características têm estado em constante exercício. Mas deve ele então ser despojado de seu poder e deixado a refletir na parte que desempenhou desde sua queda, e aguardar com tremor e terror o terrível futuro, em que deverá sofrer por todo o mal que perpetrou, e ser castigado por todos os pecados que fez com que fossem cometidos.
Ouvi aclamações de vitória dos anjos e dos santos remidos, ressoando como dez milhares de instrumentos musicais, porque não mais deveriam ser molestados e tentados por Satanás, e porque os habitantes de outros mundos estavam livres de sua presença e tentações.

segunda-feira, 21 de março de 2016

59 ( História da Redenção ) A Recompensa dos Santos





Vi então um inumerável exército de anjos trazerem da cidade gloriosas coroas com nomes escritos, uma para cada santo. Pedindo Jesus as coroas aos anjos, apresentaram-nas a Ele, e com Sua própria destra o adorável Jesus as colocou sobre a cabeça dos santos. Do mesmo modo, os anjos trouxeram as harpas, e Jesus as apresentou também aos santos. Os anjos dirigentes desferiram em primeiro lugar o tom, e então todas as vozes se alçaram em louvor grato e feliz, e todas as mãos deslizaram habilmente sobre as cordas da harpa, originando uma música melodiosa, com acordes abundantes e perfeitos.
Vi então Jesus conduzir a multidão dos remidos à porta da cidade. Lançou mão da porta e girou-a sobre os seus resplandecentes gonzos, e mandou entrarem as nações que haviam observado a verdade. Dentro da cidade havia tudo para deleitar a vista. Contemplavam por toda parte uma intensa glória. Então Jesus olhou para os Seus santos remidos; seus rostos estavam radiantes de glória; e, fixando Seu olhar amorável sobre eles, disse com Sua preciosa e melodiosa voz: "Vejo o trabalho de Minha alma, e estou satisfeito. Esta magnificente glória é vossa, para a fruíres eternamente. Vossas tristezas estão terminadas. Não mais haverá morte, nem tristeza, nem pranto; tampouco haverá mais dor." Vi a multidão dos remidos prostrar-se e lançar suas coroas brilhantes aos pés de Jesus; e, então, levantando-os com Sua mão amorável, tocaram as harpas de ouro, e encheram o Céu todo com sua rica música e com cânticos ao Cordeiro.

Vi então Jesus levando Seu povo à árvore da vida, e novamente ouvimos Sua adorável voz, mais preciosa do que qualquer música que já tenha caído em ouvidos mortais, dizendo: "As folhas da árvore são para a saúde das nações." Apocalipse 22:2. Comei todos dela. Na árvore da vida havia belíssimo fruto, do qual os santos poderiam participar livremente. Na cidade havia um trono gloriosíssimo, do qual provinha um rio puro de água da vida, claro como cristal. Em cada lado desse rio estava a árvore da vida, e nas margens do rio havia outras belas árvores, produzindo fruto que era bom para alimento.

sábado, 19 de março de 2016

58 (História da Redenção) O Livramento dos Santos



Foi à meia-noite que Deus preferiu livrar o Seu povo. Estando os ímpios a fazer zombarias em redor deles, subitamente apareceu o Sol, resplandecendo em sua força e a Lua ficou imóvel. Os ímpios olhavam para esta cena com espanto, enquanto os santos viam, com solene alegria, os indícios de seu livramento. Sinais e maravilhas seguiam-se em rápida sucessão. Tudo parecia desviado de seu curso natural. Os rios deixavam de correr. Nuvens negras e pesadas subiam e batiam umas nas outras. Havia, porém, um lugar claro, de uma glória fixa, donde veio a voz de Deus, semelhante a muitas águas, abalando os céus e a Terra. Houve um grande terremoto. As sepulturas se abriram e os que haviam morrido na fé da mensagem do terceiro anjo, guardando o sábado, saíram de seus leitos de pó, glorificados, para ouvir o concerto de paz que Deus deveria fazer com os que tinham guardado a Sua lei.
O Céu abria-se e fechava-se, e estava em comoção. As montanhas tremiam como vara ao vento, e lançavam por todos os lados pedras irregulares. O mar fervia como uma panela e lançava pedras sobre a terra. E, falando Deus o dia e a hora da vinda de Jesus, e declarando o concerto eterno com o Seu povo, proferia uma sentença e então silenciava, enquanto as palavras estavam a repercutir pela Terra. O Israel de Deus permanecia com os olhos fixos para cima, ouvindo as palavras enquanto elas vinham da boca de Jeová e ressoavam pela Terra como estrondos do mais forte trovão. Era terrivelmente solene. No fim de cada sentença, os santos aclamavam: "Glória! Aleluia!" Seus rostos iluminavam-se com a glória de Deus, e resplandeciam de glória como fazia o de Moisés quando desceu do Sinai. Os ímpios não podiam olhar para eles por causa da glória. E, quando a interminável bênção foi pronunciada sobre os que haviam honrado a Deus santificando o Seu sábado, houve uma grande aclamação de vitória sobre a besta e sua imagem.
Começou então o jubileu em que a Terra deveria repousar. Vi o escravo piedoso levantar-se com vitória e triunfo, e sacudir as cadeias que o ligavam, enquanto seu ímpio senhor estava em confusão e não sabia o que fazer; pois os ímpios não podiam compreender as palavras da voz de Deus.

O Segundo Advento de Cristo
Logo apareceu a grande nuvem branca, sobre a qual Se sentava o Filho do homem. A princípio, quando apareceu a distância, essa nuvem parecia muito pequena. O anjo disse que ela era o sinal do Filho do homem. Ao aproximar-se mais da Terra, pudemos ver a excelente glória e majestade de Jesus, enquanto saía para vencer. Um séquito de santos anjos, com coroas brilhantes, resplandecentes, sobre as cabeças, acompanhava-O, em Seu trajeto.
Nenhuma linguagem pode descrever a glória daquela cena. A nuvem viva, de majestade e glória insuperável, aproximar-se ainda mais e pudemos contemplar claramente a adorável pessoa de Jesus. Não trazia Ele uma coroa de espinhos, mas coroa de glória repousava sobre Sua santa fronte. Sobre Sua veste e coxa estava escrito um nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Seu rosto era tão brilhante como o Sol do meio-dia; Seus olhos eram como chama de fogo e Seus pés tinham a aparência do latão reluzente. Sua voz soava como muitos instrumentos musicais. A Terra tremia diante dEle, os céus se afastavam como um pergaminho quando se enrola, e toda montanha e ilha se movia de seu lugar. "E os reis da Terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da Sua ira; e quem poderá subsistir?" Apocalipse 6:15-17.
Aqueles que pouco tempo antes queriam destruir da Terra os fiéis filhos de Deus, testemunham agora a glória de Deus que sobre eles repousa. E, por entre todo o seu terror, ouvem as vozes dos santos em alegres acordes, dizendo: "Eis que Este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará." Isaías 25:9.

                            A Primeira Ressurreição
A Terra agita-se poderosamente quando a voz do Filho de Deus chama os santos que dormem o sono da morte. Eles respondem à chamada e saem revestidos de gloriosa imortalidade, clamando: "Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?" I Coríntios 15:54 e 55. Então os santos vivos e os ressuscitados erguem suas vozes em uma aclamação de vitória, longa e arrebatadora. Aqueles corpos que haviam descido à sepultura levando os sinais da enfermidade e morte, surgem com saúde e vigor imortais. Os santos vivos são transformados em um momento, num abrir e fechar de olhos, e arrebatados com os ressuscitados; e juntos encontram seu Senhor nos ares. Oh, que reunião gloriosa! Amigos que a morte havia separado são reunidos, para nunca mais se separarem.

Em cada lado do carro de nuvem havia asas, e debaixo dele rodas vivas; e, movendo-se o carro para cima, as rodas clamavam: "Santo", e, as asas, movendo-se, clamavam: "Santo", e o séquito de santos em redor da nuvem clamava: "Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso!" Apocalipe 4:8. E os santos na nuvem clamavam: "Glória! Aleluia!" E o carro movia-se para cima, em direção à santa cidade. Antes de entrar na cidade, os santos foram dispostos em um quadrado perfeito, com Jesus no centro. Estava Ele de pé, com a cabeça e ombros acima dos santos, e acima dos anjos. Sua forma majestosa e o adorável rosto podiam ser vistos por todos no quadrado.

57 (História da Redenção) O Tempo de Angústia de Jacó



( Ellen G.White) Vi os santos deixarem as cidades e vilas, reunirem-se em grupos e viverem nos lugares mais solitários da Terra. Anjos lhes proviam alimento e água, enquanto os ímpios sofriam fome e sede. Vi então os principais homens da Terra consultando entre si, e Satanás e seus anjos ocupados em redor deles. Vi um impresso, espalhado nas diferentes partes da Terra, dando ordens para que se concedesse ao povo liberdade para, depois de certo tempo, matar os santos, a menos que estes renunciassem a sua fé estranha, abandonassem o sábado e guardassem o primeiro dia da semana. Mas nessa hora de provação os santos estavam calmos e tranqüilos, confiando em Deus e descansando em Sua promessa de que um meio de livramento lhes seria preparado.
Em alguns lugares, antes do tempo para se executar o decreto, os ímpios caíram sobre os santos para os matar; mas anjos, sob a forma de homens de guerra, combatiam por eles. Satanás desejava ter o privilégio de destruir os santos do Altíssimo; Jesus, porém, ordenou a seus anjos que vigiassem sobre eles. Deus queria ser honrado fazendo um concerto com aqueles que haviam guardado Sua lei, à vista dos gentios em redor deles; e Jesus queria ser honrado, trasladando, sem que vissem a morte, os fiéis e expectantes, que durante tanto tempo O haviam esperado.
Logo vi os santos sofrendo grande angústia de espírito. Pareciam cercados pelos ímpios habitantes da Terra. Todas as aparências eram contra eles. Alguns começaram a recear que finalmente Deus os houvesse deixado a perecer nas mãos dos ímpios. Se, porém, seus olhos se pudessem abrir, ver-se-iam rodeados dos anjos de Deus. Veio em seguida a multidão dos ímpios, cheios de ira, e, atrás, uma multidão de anjos maus, compelindo os primeiros a matar os santos. Antes que pudessem, porém, aproximar-se do povo de Deus, os ímpios deveriam passar primeiro por essa multidão de anjos poderosos e santos. Isso seria impossível. Os anjos de Deus os estavam fazendo recuar, e também fazendo com que os anjos maus que os cercavam de todos os lados caíssem para trás.

                           O Clamor por Livramento
Foi uma hora de angústia assustadora, terrível, para os santos. Dia e noite clamavam a Deus, pedindo livramento. Quanto à aparência exterior, não havia possibilidade de escape. Os ímpios já tinham começado a triunfar, clamando: "Por que vosso Deus não vos livra de nossas mãos? Por que não ascendeis ao Céu, e salvais a vossa vida? Mas os santos não lhes prestavam atenção. Como Jacó, estavam lutando com Deus. Os anjos ansiavam libertá-los, mas deviam esperar um pouco mais; o povo de Deus devia beber o cálice e ser batizado com o batismo. Os anjos, fiéis à sua incumbência, continuavam a vigiar. Deus não consentiria que Seu nome fosse vituperado entre os gentios. Quase chegara o tempo em que Ele deveria manifestar Seu grande poder, e gloriosamente libertar Seus santos. Pela glória de Seu nome, Ele desejava libertar cada um daqueles que O haviam esperado pacientemente, e cujos nomes estavam escritos no livro.
Foi-me indicado o fiel Noé. Quando a chuva desceu e veio o dilúvio, Noé e sua família já haviam entrado na arca, e Deus os encerrara ali. Noé tinha fielmente avisado os habitantes do mundo antediluviano, enquanto estes caçoavam e escarneciam dele. E quando as águas caíram sobre a Terra, e um após outro se afogava, viam a arca, da qual haviam feito objeto de tantas pilhérias, livre de perigo a flutuar sobre as águas, preservando o fiel Noé e sua família. Assim, vi que o povo de Deus, o qual havia fielmente avisado o mundo de Sua ira vindoura, teria livramento. Deus não consentiria que os ímpios destruíssem aqueles que estavam esperando pela trasladação, e que se não encurvaram ao decreto da besta nem receberam o seu sinal. Vi, que, se fosse permitido aos ímpios matar os santos, Satanás e todo seu exército maléfico, e todos os que odeiam a Deus, ficariam satisfeitos. E, oh! que triunfo seria para sua majestade satânica ter poder, na luta final sobre os que por tanto tempo haviam esperado ver Aquele a quem amaram! Aqueles que haviam zombado da idéia de os santos ascenderem para o Céu, serão testemunhas do cuidado de Deus para com o Seu povo, e contemplarão seu glorioso libertamento.

Ao deixarem os santos as cidades e vilas, eram perseguidos pelos ímpios, que os procuravam matar. Mas as espadas que se levantavam para matar o povo de Deus, quebravam-se e caíam tão impotentes como uma palha. Anjos de Deus protegiam os santos. Clamando eles dia e noite, pedindo livramento, seu clamor subia perante o Senhor.

sexta-feira, 18 de março de 2016

56 ( História da Redenção) O Fim da Graça - Parte Final



                              Tarde Demais! Tarde Demais!
Ellen G. White descreve: Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais régios trajes. Sobre Sua cabeça havia muitas coroas, uma coroa encaixada dentro da outra. Cercado pelo exército dos anjos, deixou o Céu. As pragas estavam caindo sobre os habitantes da Terra. Alguns acusavam a Deus e O amaldiçoavam. Outros precipitavam-se para o povo de Deus e pediam que lhes ensinassem como escapar dos Seus juízos. Mas os santos nada tinham para eles. A última lágrima pelos pecadores fora derramada; a última oração aflita fora oferecida; enfrentado o último peso de cuidados pelos pecadores, e dada a última advertência. A doce voz de misericórdia não mais os haveria de convidar. Quando os santos e o Céu todo estiveram interessados em sua salvação, não tiveram eles o menor interesse por si. A vida e a morte foram postas diante deles. Muitos desejavam a vida, mas não fizeram esforços por obtê-la. Não optaram pela vida, e agora não havia sangue expiatório que purificasse o culpado, nenhum Salvador compassivo que pleiteasse a favor deles e clamasse: "Poupa, poupa o pecador por mais algum tempo." O Céu todo se uniu a Jesus, quando ouviram as terríveis palavras: "Está feito. Está consumado." O plano da salvação se cumprira, mas poucos tinham escolhido aceitá-lo. E, silenciando-se a doce voz de misericórdia, o medo e horror apoderou-se dos ímpios. Com terrível clareza ouviram as palavras: "Tarde demais! Tarde demais!"
Os que não tinham prezado a Palavra de Deus, iam apressadamente de um lado para outro, vagueando
de mar a mar, e do Norte ao Oriente, em busca da Palavra do Senhor. Disse o anjo: "Eles não a acharão. Há uma fome na Terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. O que não dariam eles por uma palavra de aprovação da parte de Deus! mas não: devem continuar a ter fome e sede. Dia após dia, desprezaram a salvação, dando maior apreço às riquezas e prazeres terrestres do que a qualquer tesouro ou estímulo celestial. Rejeitaram a Jesus e desprezaram Seus santos. Os sujos devem permanecer sujos para sempre."

Muitos dos ímpios ficaram grandemente enraivecidos por sofrer os efeitos das pragas. Foi uma cena de terrível aflição. Pais repreendiam amargamente seus filhos, e filhos a seus pais, irmãos a suas irmãs, e irmãs a seus irmãos. Altos clamores de pranto eram ouvidos de todos os lados: "Foste tu que me impediste de receber a verdade que me haveria salvo desta hora terrível!" O povo voltava-se contra seus pastores com ódio atroz e os acusava, dizendo: "Não nos advertistes. Disseste-nos que o mundo inteiro deveria converter-se e clamastes: Paz, Paz, para acalmardes todo o temor que se despertava. Não nos falastes a respeito desta hora; e aqueles que nos avisaram a tal respeito declarastes serem fanáticos e homens maus, os quais causariam a nossa ruína." Mas vi que os pastores não escaparam da ira de Deus. Seu sofrimento foi dez vezes maior do que o de seu povo.

quinta-feira, 17 de março de 2016

56 ( História da Redenção) O Fim da Graça - Primeira Parte


(Isto não aconteceu ainda, mas brevemente Cristo sairá do Santuário que significará o fim da graça)

(Em Visão EllenG. White descreve) Foi-me indicado o tempo em que a mensagem do terceiro anjo estava para ser concluída. O poder de Deus havia repousado sobre Seu povo; tinham cumprido a sua obra, e encontravam-se preparados para a hora de prova a sua frente. Tinham recebido a chuva serôdia, ou o refrigério pela presença do Senhor, e se reanimara o vívido testemunho. A última grande advertência tinha soado por toda parte e havia instigado e enraivecido os habitantes da Terra que não quiseram receber a mensagem.
Vi anjos indo rapidamente de um lado para o outro no Céu. Um anjo com um tinteiro de escrivão ao lado voltou da Terra, e informou a Jesus que sua obra estava feita, e os santos estavam numerados e selados. Então vi Jesus, que estivera ministrando diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz disse: "Está feito." Apocalipse 16:17. "Está consumado." João 19:30. E todo o exército dos anjos tirou suas coroas quando Jesus fez a solene declaração: "Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda." Apoc. 22:11.
Cada caso fora decidido para a vida ou para a morte. Enquanto Jesus estivera ministrando no santuário, o juízo estivera em andamento pelos justos mortos, e a seguir pelos justos vivos. Cristo recebera Seu reino, tendo feito expiação pelo Seu povo, e apagado os seus pecados. Os súditos do reino estavam completos. As bodas do Cordeiro estavam consumadas. E o reino e a grandeza do reino sob todo o Céu foram dados a Jesus e aos herdeiros da salvação, e Jesus deveria reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Retirando-Se Jesus do lugar santíssimo, ouvi o tilintar das campainhas sobre Suas vestes; e, ao sair Ele, uma nuvem de trevas cobriu os habitantes da Terra. Não havia então mediador entre o homem culpado e Deus, que fora ofendido. Enquanto Jesus permanecera entre Deus e o homem culposo, achava-se o povo sob repressão; quando, porém, Ele saiu de entre o homem e o Pai, essa restrição foi removida, e Satanás teve completo domínio sobre os que afinal não se arrependeram.
Enquanto Jesus oficiava no santuário, era impossível serem derramadas as pragas; mas, terminando ali a Sua obra, e encerrando-se a Sua intercessão, nada havia para deter a ira de Deus, e ela irrompeu com fúria sobre a cabeça desabrigada do pecador culpado, que desdenhou a salvação e odiou a correção. Naquele tempo terrível, depois de finalizada a mediação de Jesus, os santos passaram a viver à vista de um Deus santo, sem intercessor. Cada caso estava decidido, cada jóia contada. Jesus demorou um momento no compartimento exterior do santuário celestial, e os pecados que tinham sido confessados enquanto Ele esteve no lugar santíssimo, foram colocados sobre Satanás, o originador do pecado, que deve sofrer o castigo deles.


terça-feira, 15 de março de 2016

54 (História da Redenção) Espiritismo - Parte Final



                              Ninguém Precisa Ser Enganado

Mas ninguém precisa ser enganado pelas mentirosas pretensões do espiritismo. Deus deu ao mundo luz suficiente para habilitá-lo a descobrir a cilada. Se não existisse outra evidência, aos cristãos devia bastar que os espíritas não fazem diferença entre a justiça e o pecado, entre os mais nobres e puros apóstolos de Cristo e os mais corruptos dos servos de Satanás. Representando os mais vis dos homens como se estivessem no Céu, altamente exaltados, Satanás virtualmente diz ao mundo: Não importa quão ímpios sejais: não importa que creiais ou não em Deus e na Bíblia. Vivei como vos agradar. O Céu será o vosso lar.
E mais, esses espíritos mentirosos personificam os apóstolos como contradizendo o que escreveram, sob a inspiração do Espírito Santo, quando estavam na Terra. Negam a origem divina da Bíblia, estando assim a demolir o fundamento da esperança cristã e a extinguir a luz que revela o caminho do Céu.
Satanás está fazendo o mundo crer que a Bíblia é mera ficção, ou, ao menos, um livro apropriado às eras primitivas, devendo hoje ser considerado com menosprezo, ou rejeitado como obsoleto. E para substituir a Palavra de Deus, exibe as manifestações espíritas. É este um meio inteiramente sob seu domínio; mediante ele é-lhe possível fazer o mundo acreditar o que lhe aprouver. O Livro que deve julgar a ele e seus seguidores, lança-o à obscuridade, precisamente onde lhe convém; o Salvador do mundo, ele O representa como sendo nada mais que homem comum. E, assim como a guarda romana que vigiou o túmulo de Jesus espalhou a notícia mentirosa que os sacerdotes e anciãos lhes puseram na boca para negar Sua ressurreição, os que crêem em manifestações espíritas procuram fazer parecer que nada há de miraculoso nas circunstâncias da vida de nosso Salvador. Depois de procurar desta maneira pôr Jesus à sombra, chama a atenção para os seus próprios milagres, declarando que estes excedem em muito as obras de Cristo.
Disse o profeta Isaías: "Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À Lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva." Isaias 8:19 e 20. Se os homens tivessem estado dispostos a receber a verdade tão claramente apresentada nas Escrituras - que os mortos não sabem coisa nenhuma - veriam nas pretensões e manifestações do espiritismo a operação de Satanás com poder, sinais e prodígios de mentira. Mas, ao invés de renunciar à liberdade, tão agradável ao coração carnal, assim como aos pecados que amam, as multidões fecham os olhos à luz e prosseguem em seus caminhos, sem tomar em consideração as advertências, ao mesmo tempo em que Satanás lhes tece em torno seus laços, fazendo-os presa sua. "Porque não receberam o amor da verdade para se salvarem... Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira." II Tessalonicenses 2:10 e 11.
Os que se opõem aos ensinos do espiritismo atacam, não somente homens, mas Satanás e seus anjos. Entraram em luta contra os principados e as potestades, e os exércitos espirituais da maldade nos lugares celestiais. Satanás não cederá uma polegada de terreno sequer, a menos que seja rechaçado pelo poder dos mensageiros celestiais. O povo de Deus deve ser capaz de enfrentá-lo, como fez nosso Salvador, com as palavras: "Está escrito." Matheus 4:4. Satanás pode citar as Escrituras hoje, como o fez nos dias de Cristo, e perverterá seus ensinos para apoiar seus enganos. Porém, as singelas declarações da Bíblia fornecerão armas poderosas em cada batalha.
Os que quiserem estar de pé no tempo de perigo, precisam compreender o testemunho das Escrituras relativo à natureza do homem e o estado dos mortos, visto que num futuro próximo muitos serão defrontados por espíritos de demônios personificando parentes amados ou amigos, e declarando as mais perigosas heresias. Estes visitantes apelarão para os nossos mais ternos sentimentos de simpatia, efetuando prodígios para apoiarem suas pretensões. Devemos estar preparados para resistir-lhes com a verdade bíblica de que os mortos nada sabem, e de que os que desta maneira aparecem são espíritos de demônios.
Há muito tempo, Satanás tem-se preparado para o esforço final de enganar o mundo. O fundamento de sua obra foi posto na declaração feita a Eva no Éden: "Certamente não morrereis." Gênesis 3:4. "No dia em que dele comerdes se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal." Gênesis 3:5. Pouco a pouco, ele tem preparado o caminho para sua obra-prima de engano: o desenvolvimento do espiritismo. Até agora não logrou realizar completamente seus desígnios; mas estes serão atingidos no fim dos últimos tempos, e o mundo será arrastado para as fileiras deste engano. O povo está rapidamente adormecendo, acalentado por uma segurança fatal, para unicamente despertar com o derramamento da ira de DeusFeitiçaria em Forma Moderna
O próprio nome da feitiçaria está agora mantido em desprezo. A pretensão de que os homens podem comunicar-se com os espíritos maus é considerada como uma fábula da Idade Média. Mas, o espiritismo, cujo número de conversos pode ser contado em centenas de milhares, e mesmo, milhões, tem conseguido entrar nos círculos científicos, invadido igrejas e achado favor nos corpos legislativos e mesmo nas cortes reais - este colossal engano é o reavivamento numa nova máscara da feitiçaria condenada e proibida no passado.
Como a Eva no Éden, Satanás hoje seduz os homens pela lisonja, despertando-lhes o desejo de obter conhecimento proibido. "Sereis como Deus", ele declara, "sabendo o bem e o mal." Gênesis 3:5. A sabedoria concedida pelo espiritismo, porém, é a descrita pelo apóstolo Tiago como a que não "vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica". Tiago 3:15.
O príncipe das trevas tem uma mente magistral, e habilmente adapta suas tentações aos homens, de acordo com a variedade de condição e cultura. Ele opera com "todo o engano da injustiça" (II Tessalonicenses 2:10) para conseguir o controle dos filhos dos homens; contudo, apenas poderá cumprir seus objetivos se eles voluntariamente se renderem a suas tentações. Aqueles que se colocam em seu poder por condescenderem com maus traços de caráter, pouco compreendem onde sua conduta terminará. O tentador realiza sua ruína e então os emprega para arruinar a outros.

domingo, 13 de março de 2016

54 ( História da Redenção) Espiritismo - Parte 1


A doutrina da imortalidade natural preparou o caminho para o moderno espiritismo. Se os mortos são admitidos à presença de Deus e dos santos anjos, e se são favorecidos com conhecimentos que superam em muito o que antes possuíam, por que não voltariam eles à Terra para iluminar e instruir os vivos? Como podem os que crêem no estado consciente dos mortos, rejeitar o que lhes vem como luz divina, transmitida por espíritos glorificados? Eis aí um meio de comunicação considerado sagrado, e de que Satanás se vale para realizar seus propósitos. Os anjos decaídos, que executam suas ordens, aparecem como mensageiros do mundo dos espíritos. Ao mesmo tempo em que professa trazer os vivos em comunicação com os mortos, Satanás exerce sobre eles sua fascinante influência.
Ele tem poder até para fazer surgir perante os homens a aparência de seus amigos falecidos. A contrafação é perfeita; a expressão familiar, as palavras, o tom da voz, são reproduzidos com maravilhosa exatidão. Muitos são consolados com a afirmativa de que seus queridos estão desfrutando a ventura celestial; e, sem suspeita de perigo, dão ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demônios.
Induzindo-os a crer que os mortos efetivamente voltam para comunicar-se com eles, Satanás faz com que apareçam os que baixaram ao túmulo sem estar preparados.
Pretendem estar felizes no Céu, e mesmo ocupar ali elevadas posições; e assim é largamente ensinado o erro de que nenhuma diferença se faz entre justos e ímpios. Os pretensos visitantes do mundo dos espíritos algumas vezes proferem avisos e advertências que se demonstram corretos. Então, estando ganha a confiança, apresentam doutrinas que solapam diretamente a fé nas Escrituras. Com a aparência de profundo interesse no bem-estar de seus amigos na Terra, insinuam os mais perigosos erros. O fato de declararem algumas verdades e poderem, por vezes, predizer acontecimentos futuros, dá às suas declarações uma aparência de crédito; e seus falsos ensinos são tão facilmente aceitos pelas multidões, e tão implicitamente cridos, como se fossem as mais sagradas verdades da Bíblia. A lei de Deus é posta de parte, desprezado o Espírito da graça, o sangue do concerto tido em conta de coisa profana. Os espíritos negam a divindade de Cristo e colocam o próprio Criador no mesmo nível em que estão. Assim, sob novo disfarce, o grande rebelde ainda prossegue com sua luta contra Deus - luta iniciada no Céu, e durante quase seis mil anos continuada na Terra.
Muitos se esforçam para explicar as manifestações espíritas, atribuindo-as inteiramente a fraudes e prestidigitação por parte do médium. Mas, conquanto seja verdade que os resultados da trapaça tenham muitas vezes sido apresentados como manifestações genuínas, tem havido também assinaladas manifestações de poder sobrenatural. As pancadas misteriosas com que o espiritismo moderno se iniciou não foram resultado de trapaça e artifício humano, mas obra direta dos anjos maus que, assim, introduziam um engano dos mais eficazes para a destruição das almas. Muitos serão enredados pela crença de que o espiritismo seja meramente impostura humana; quando postos em face de manifestações que não podem senão considerar como sobrenaturais, serão enganados e levados a aceitá-las como o grande poder de Deus.
Essas pessoas não tomam em consideração o testemunho das Escrituras relativo às maravilhas operadas por Satanás e seus agentes. Foi por auxílio satânico que os magos de Faraó puderam contrafazer a obra de Deus. O apóstolo João, descrevendo o milagroso poder operador que se manifestará nos últimos dias, declara: "E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à Terra, à vista dos homens. E engana os que habitam na Terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia." Apocalipse 13:13 e 14. Não se acham aqui preditas meras imposturas. Os homens são enganados pelos milagres que os agentes de Satanás têm poder para fazer, e não pelo que pretendam realizar.