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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Pureza para o Fim

 



   "Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor." Josué 24:15


   Os israelitas acabavam de sair da escravidão. No Egito, eles haviam perdido o senso de adoração, e a maioria sequer conhecia a Deus. Na bagagem, traziam a descrença e a idolatria. Durante a jornada deles pelo deserto, com Moisés como líder, foram aprendendo a se relacionar com Deus, mas não perdiam oportunidade de murmurar. Viram grandes milagres que Jeová realizou, sentiram Seu cuidado e proteção; mesmo assim, murmuraram. Com a morte de Moisés, Josué assumiu a liderança.

   Nesse contexto, Josué desafiou o povo a escolher a quem servir, se ao Deus verdadeiro ou a outros deuses. Em sua fala, ele se posicionou de modo claro: “Eu e minha casa serviremos ao Senhor.” Em meio a tanta dificuldade, dúvida e idolatria, Josué se levanta e, com uma fé robusta, motiva o povo a servir ao Deus verdadeiro.

  Você se sente pressionado em meio à incredulidade predominante? Tem dificuldade de caminhar com Deus da maneira como gostaria? Tire forças das histórias que a Bíblia apresenta. As pressões dessa vida e a infidelidade de nossos tempos não precisam nos arrastar. Deus cumpriu as promessas feitas a seu povo no passado. Mesmo em meio à maior apostasia, Ele levantava aqueles que não se curvavam às pressões. Por intermédio de seus filhos puros e fiéis, Deus fez todo tipo de milagres, protegeu, alimentou, amparou e, mais do que isso, não desistiu. Na plenitude dos tempos, ou seja, na hora mais escura da humanidade, Ele mesmo veio a este mundo como um frágil ser humano. Foi humilhado, rejeitado, escarnecido, agredido, sentiu na pele os ataques da descrença e da incredulidade e ainda se manteve firme, puro e fiel. Será que é diferente agora?

   Hoje, Deus ainda tem seus filhos santos e puros. Em breve, Ele virá para buscar aqueles que não dobraram seus joelhos aos ídolos de nossa época. Você gostaria de fazer parte desse grupo? Só depende de você.

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Escolhas


   "Se és sábio, para ti mesmo o és; se és escarnecedor, tu só o suportarás." Provérbios 9:12.

 


   Todo ser humano nasce livre. As escolhas fazem a diferença. Uns escolhem para o bem, outros para o mal. No verso de hoje, Salomão coloca a responsabilidade da vitória ou da derrota nas mãos da própria pessoa.

   É verdade que existem muitas explicações para a derrota. O clima, as circunstâncias, a falta de oportunidades, os problemas, enfim. Difícil é aceitar o fato de que a maioria das derrotas tem raízes nas decisões erradas que tomamos.

   Se você procurar o conselho divino e ajustar a sua vida a ele, o resultado natural será a sabedoria que o conduzirá à vitória. A única pessoa beneficiada com essa decisão é você. Se em meio à noite escura decido acender a lâmpada, quem é que vai sair ganhando com a minha decisão? Mas se decido andar às escuras, quem vai acabar tropeçando e se machucando?

   As instruções divinas são luz. Iluminam o caminho escuro a fim de chegar com segurança ao destino. Sem luz, a pessoa tropeça, cai, se machuca e não encontra o que procura.

   Nunca, como hoje, as pessoas falaram tanto acerca da luz. “Ele tem luz”, “você tem a aura”, “Raul é uma pessoa iluminada”. Existe a idéia de que este mundo está cheio de energia positiva e negativa. Dizem que pessoas positivas têm luz e pessoas negativas são tenebrosas.

   Mas a vida não depende de energia. A vida é energia. A vida depende de decisões. Não posso deixar a minha “sorte” nas mãos da Lua, das estrelas, das pirâmides, dos números ou das pedras. Se existe algo que Deus entregou a todo ser humano é a capacidade de decidir. Em vez de pensar que uns nascem com luz e outros sem, a criatura deve procurar a verdadeira luz que vem dos ensinamentos divinos e acessíveis a todos. A Palavra de Deus é a tocha que ilumina, no lugar do choro.

   Faça de hoje um dia de decisões sábias. Procure a luz da Palavra de Deus. Decida seguir os princípios divinos e prepare-se para receber as grandes vitórias que Jesus tem reservado para você e sua família. Porque “se és sábio, para ti mesmo o és; se és escarnecedor, tu só o suportarás”.



Alejandro Bullón



O brilho dos diamantes


   "Aqueles que são sábios reluzirão como o fulgor do céu, e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre. "Daniel 12:3, NVI



   Celebridades, reis e rainhas gostam de diamantes porque eles brilham e são “eternos”. O nome da pedra vem de uma palavra grega (adamas) que significa “invencível” e se refere à sua incomparável dureza. Porém, para ser diamante, é preciso suportar pressão e calor. Isso sem falar no processo de lapidação. Ninguém acha um diamante e o mantém em estado bruto, com suas impurezas e imperfeições, pois não teria graça nenhuma.

   Os diamantes precisam ser lapidados, num trabalho artesanal em que raramente perdem menos do que 50% do peso original, para que sua beleza cintile diante de todos. E esse é um processo doloroso e que leva tempo, o que o torna uma boa metáfora do trabalho que Deus realiza em nossa vida para que brilhemos em Seu reino. O lapidador não trabalha de qualquer maneira. Ele estuda a pedra, observa o cristal, analisa o índice de refração (responsável pelo brilho), avalia o poder dispersivo (a capacidade de dividir as cores espectrais da luz branca) e desenha o melhor corte. Depois do corte, que às vezes consiste de 58 facetas, vem o polimento. Deus não faz um trabalho inferior ao lapidar e polir Seus diamantes. Ele estuda cada pessoa e vê a melhor maneira de dar-lhe a forma perfeita e revelar seu esplendor.

   Em geral, o olhar casual observa apenas a cor do diamante. No entanto, seu valor depende de outros fatores. O Instituto Americano de Gemologia leva em conta quatro Cs: o carat (quilate, peso), a claridade (ou pureza), a cor e o corte (ou lapidação). Para o brilho, o corte pode ser mais importante do que a cor. O corte tem que ver com o estilo da lapidação, e não com a forma, que pode ser redonda, oval e retangular, entre outras. O corte excelente, que maximiza a luminosidade, o fogo (ou brilho) e a cintilação, é aquele que reflete quase toda a luz que penetra o diamante. Igualmente, o “diamante” lapidado por Deus recebe o corte perfeito para refletir a luz divina.

   Depois do trabalho do lapidador, uma pedra de rara beleza pode atingir um preço muito elevado. Em novembro de 2013, num glamoroso leilão em Genebra, a Sotheby’s bateu o martelo para a venda do Pink Star por 83 milhões de dólares. Depois, o comprador teve problema para o pagamento, e a casa londrina incorporou a pedra a seu patrimônio.

   Deus sempre procura as pedras mais preciosas. Então, com Sua habilidade de lapidador sem igual, Ele as transforma em joias magníficas. O corte não é a destruição da pedra, mas sua redenção. Assim, quando você sentir a dor do polimento, não reclame. Você só poderá brilhar se for lapidado.


Marcos De Benedicto, 21/5/2016

terça-feira, 24 de agosto de 2021

Bicho de estimação


   "Há caminho que parece reto ao homem, mas no final conduz à morte. Provérbios 16:25"



   Crianças têm vontades muito originais e divertidas. Certa vez, uma garotinha teve um desejo incomum. Provavelmente, de tanto assistir a desenhos animados, ela ficou fascinada por ratos. Queria demais um ratinho. Então pediu ao pai que lhe comprasse um, em uma loja perto de sua casa. “Papai, quero muito um ratinho de estimação, eles são tão bonitinhos!” O pai, com jeito, explicou à criança que ter um rato demandava uma série de cuidados especiais. Sendo que esse tipo de animal pode transmitir doenças, seria mais seguro ficar longe dele. “Filhinha, o papai ama você e não quer vê-la sofrer. Esqueça isso, e vamos pensar em outro tipo de bichinho.” Mas ela insistia, e o pai negava irredutivelmente.

   Um dia, ele saiu para uma longa viagem, e a menina se viu livre para satisfazer seu desejo. O restante da família parecia indiferente à questão. Livre, ela pegou uma caixa onde guardava sua mesada, foi até a loja, aproximou-se do balcão e pediu: “Quero um rato!” Sem questionar, o vendedor foi até a gaiola e voltou com o animalzinho. Feliz com a aquisição, a garotinha chegou em casa, correu para o quarto e começou a brincar. Com alegria, aproveitava o tempo que tinha e se deliciava fazendo o que o pai havia proibido. Afinal, não é todo dia que se pode ter tanta liberdade para fazer o que mais se deseja sem nenhum tipo de repressão.

   Essa é apenas uma ilustração, mas traz um importante aprendizado para nossa vida. Enquanto essa menina amar mais o rato do que o próprio pai, não vai querer que ele volte. Será que existe alguma semelhança entre essa história e nossa vida? Será que estamos nos acostumando com nossos “ratos”? O pecado pode ter uma aparência agradável e inofensiva, mas sabemos que ele é proibido, ameaçador e perigoso. E pior, é possível nos acostumarmos com ele a ponto de achar que, na realidade, a ideia de que é mortal não passa de invenção.

   O que você prefere: Brincar com o pecado ou ter seu Pai de volta? Sua resposta vai definir suas prioridades. Pense em sua salvação. Invista seu tempo amando o Pai Celestial e abandone tudo aquilo que é capaz de afastar você Dele.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Renovação Espiritual


 





   "Cria em mim, ó Deus, um coração puro e renova dentro de mim um espírito inabalável. Salmo 51:10"



   Davi havia pecado. Seu ato terrível foi premeditado, fraudulento e criminoso. Agiu de modo tão inapropriado para um rei de Israel que, por ordem de Deus, o profeta Natã foi obrigado a confrontá-lo.


   “Por que, pois”, disse-lhe, “desprezaste a palavra do Senhor, fazendo o mal diante de Seus olhos? A Urias, o heteu, feriste à espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amom. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto Me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para que te seja por mulher” (2Sm 12:9, 10, ARC).


   E Davi, homem de guerra, de espírito forte e mão poderosa, que sabia responder à agressão sem covardia, humilhou-se diante do profeta que Deus enviara para restaurá-lo. “Pequei contra o Senhor”, disse-lhe, sem apresentar evasivas. “Também o Senhor te perdoou o teu pecado”, respondeu-lhe Natã; “não morrerás” (2Sm 12:13).


  Uma sentença de misericórdia e de restauração da graça divina. Esse foi um ato salvador do poder de Deus. Quão grande é a bondade do Senhor! A compaixão Dele não tem limites. Está sempre perto do coração contrito. Nunca deixa de perdoar quem se humilha. E Davi humildemente buscou a graça de Deus, e ela foi concedida sem medida.


   “Confessei-Te o meu pecado”, disse Davi, depois da tristeza de sua transgressão, “e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e Tu perdoaste a maldade do meu pecado” (Sl 32:5).


   Davi escreveu o Salmo 51, com uma expressão de verdadeiro arrependimento. E, além de confessar de novo, pediu novamente que fosse purificado de sua maldade. Mas o que pedia não era uma limpeza superficial. Clamava por um novo coração e por um espírito reto. Suplicou que fosse mantido junto a Deus.


   Davi bem sabia que somente assim poderia conservar a alegria da salvação; e somente assim conseguiria ter um espírito verdadeiramente nobre. A graça divina nos concede isso e nos transforma. Ela nos recria com amor. Aquilo que, por causa do pecado, nunca tivemos, torna-se nosso. E o que já não somos, porque distanciados de Deus foi destruído, voltamos a ser, porque Ele nos ama.


Mario Veloso, 12/4/1997

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Cuidado olhinhos




   "Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!" Mateus 6:22, 23*


   Há quem acredite que aquilo que vemos na TV, nos filmes, ouvimos nos aplicativos de música, jogamos nos videogames e lemos antes de dormir não nos afeta. Engano. Cada imagem e mensagem que permitimos entrar em nossa mente por meio dos sentidos nos influencia de uma maneira ou de outra.

   As imagens sensoriais, as referências auditivas e os recursos visuais causam algum tipo de impacto em nossa vida. Se de fato queremos manter limpa nossa casa espiritual, precisamos levar muito a sério o que deixamos acessar nossa mente e nosso coração.

   Os meios de comunicação secular não têm como objetivo agradar a Deus. Os que escrevem as novelas, os roteiristas, os articulistas, os compositores, com raras exceções, não acreditam nos valores bíblicos. A maioria dos produtores cinematográficos e compositores musicais não está preocupada em edificar sua vida espiritualmente. É nossa responsabilidade discernir o que deixamos entrar em nossa vida e o que mantemos do lado de fora.

   Essa é uma peça importante no quebra-cabeça de nossa vida espiritual. Qualquer coisa que contamine nossa mente prejudica nossa relação com Deus e até mesmo com os outros. Somos o que consumimos. Se o que entra em nossa mente “são trevas, que tremendas trevas são!” (v. 23).

   Você gostaria de viver na luz? A pureza de que precisamos é um ato de Deus. Portanto, que sua oração hoje seja: “Ó Deus, dá-me um coração tão puro quanto um pecador perdoado pode ter!”

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Batalha Espiritual



   "Levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo."2 Coríntios 10:5


   Esse é o maior desafio de nossa batalha espiritual. Se quisermos vencer a batalha física, teremos de controlar o campo de batalha espiritual. E as Escrituras deixam claro como controlá-lo: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida” (Pv 4:23). A fim de experimentar uma vida de pureza com um coração limpo, temos que identificar o que nos mantém longe do coração de Deus e abandonar. Se você é cristão, tem plena consciência da luta entre sua carne (os desejos mundanos) e seu espírito (os desejos sagrados). Essa batalha contínua é travada na nossa mente. A mente é o terreno onde a batalha acontece.

   “As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas”, é o que o apóstolo Paulo diz em 2 Coríntios 10:4. Nosso problema são as fortalezas do diabo. A raiz grega da palavra aqui traduzida por “fortalezas” relaciona-se com o substantivo “castelo” ou com o verbo “fortificar”. Em outras palavras, Paulo diz que as armas de Deus podem libertar quem está “trancafiado pelo engano”.

   Não queremos cair em tentação, porém o inimigo nos mantém trancados nessa fortaleza que ele construiu em nossa mente. Os elos dessa corrente diabólica são mensagens de texto inadequadas, conversas com segundas intenções, sites impróprios, fantasias sexuais, etc.

   Como cristãos, dispomos de armas poderosas. Temos a fé, a oração e a Bíblia. Quando você medita em Deus, Ele protege sua mente. Quando você tem os pensamentos de Deus, Ele guarda sua mente. Preocupe-se menos com quem você está lutando e ocupe-se mais em aprender a manejar melhor as armas que o Eterno oferece.

   Gradualmente, construa suas defesas para aqueles momentos de fraqueza. Bloqueie todos os caminhos para a impureza. Feche cada vão. Cuidado com os pontos cegos. Todos temos pontos cegos. Como não nos é possível mudar o que não conseguimos identificar, peça a Deus para mostrar quaisquer áreas de sua vida que estejam lhe prejudicando, ofendendo as pessoas ao redor e desagradando a Deus. Nessa luta, lembre-se do que disse Moody: “ Deus não busca vasos de ouro e não pede vasos de prata, mas precisa de vasos limpos

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Vício Vitalício



 

   "Não porei coisa má diante dos meus olhos. "Salmo 101:3, ARC*


   Vício vitalício é querer sem controle. É um hábito aparentemente inquebrantável que leva a pessoa a repetir a dose “só uma vez mais”. Está comprovado que os vícios comportamentais (comidas condimentadas, bebidas, pornografia, jogos de azar ou videogames) afetam o cérebro da mesma forma que as substâncias entorpecentes. Se você não consegue se afastar de alguma dessas coisas por uma semana, é porque está escravizado por ela.

   A pornografia na internet é um estimulador especial desse vício, pois os convites estão a apenas um clique. Um estudo recente revelou que nove entre dez crianças na faixa de 8 a 16 anos de idade afirmam já ter visto pornografia na rede. E a maioria delas disse ter encontrado esse material por acaso, enquanto fazia pesquisa para a escola.

   Ver material pornográfico pode causar um apetite insaciável por mais pornografia. A força de vontade é corroída. Os desejos do corpo subjugam a lógica do cérebro e corroem o poder da vontade. É bem comum a pessoa procurar por pornografia cada vez mais pesada para encontrar a mesma satisfação.

   Caso você esteja preso à armadilha desse pecado habitual, perceba que ele tem um grande poder sobre você. Porém, se o desejo de seu coração é ser puro, creia que o diabo não pode reter nas tramas da pornografia um filho do Deus vivo. Se o desejo do seu coração é ficar limpo, você precisará confessar o que tem manchado seu ser. Comece com a confissão a Deus. Diga a Ele por que necessita de Seu perdão. Não há pecado grosseiro demais para Sua graça. Não há pecado que Deus não perdoará quando você o confessar e deixar.

   Faça o que for possível para afastar o lixo de sua mente. Se você deseja levar uma vida limpa em um mundo poluído, deve utilizar o antídoto sobrenatural para a purificação da mente: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente” (Rm 12:2). Se a sua mente for renovada, você será transformado.

   Faça sua oração hoje com espírito de arrependimento: “Tem misericórdia de mim, ó Deus! Não mereço Teu perdão e sei que nada posso fazer para merecê-lo, mas humildemente Te peço que perdoes meu pecado. Lava-me de toda sujeira e culpa. Por favor, Deus, dá-me um novo coração.”

terça-feira, 9 de junho de 2020

Sempre Alegres


     


   "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. "Filipenses 4:4


   Ao refletirmos sobre esse conselho de Paulo, podem surgir algumas perguntas: O que de fato o apóstolo quis dizer? Em nossa condição humana, não devemos nos permitir ficar tristes nem por um momento? É pecado nos sentir deprimidos? Acaso estariam certos aqueles que ensinam que toda oscilação nos sentimentos do cristão é falta de fé ou submissão ao controle do inimigo? Que dizer de Elias? Davi? Jó? E Cristo, ao dizer com toda transparência no Getsêmani: “A Minha alma está profundamente triste até à morte” (Mt 26:38)? Por que teria Ele chorado junto ao túmulo de Lázaro (Jo 11:35)?

   De fato, a alegria é um dos componentes do fruto do Espírito. Portanto, ela não é uma disposição natural do ser humano, mas dádiva de um poder sobrenatural; é alegria “no Senhor”, como afirmou Paulo. Não se trata do extravasamento de mero prazer segundo a visão popular: superficial, impulsivo, não raro associado à satisfação de algum desejo, mas um princípio que nos confere confiança, paz, bem-estar, serenidade, esperança, apesar das circunstâncias exteriores.

   O escritor francês Henri Pradel realça a superioridade da alegria plena sobre o prazer terrestre. Para ele, “a alegria é tão diferente do prazer como a joia difere do estojo que a encerra […]. O prazer é uma satisfação mais material, enquanto a alegria é mais espiritual; o prazer é mais tumultuoso, a alegria é mais profunda. O prazer é mais passageiro; a alegria, mais difusa; o prazer, mais localizado, a alegria é mais expansiva; o prazer é cansativo, extenuante às vezes; mas a alegria é sempre revigorante, reanimadora. A alegria é um estado, ela vem do interior; o prazer nos é oferecido de fora” (Os Lazeres: Meios de Formação, p. 147).

   Contudo, há um tipo de prazer que todos devemos sentir, e que é resultante do princípio da alegria interior: o prazer que se sobrepõe à dor. Paulo, mesmo tendo se referido ao espinho na carne que o atormentava, disse: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor a Cristo. Porque quando sou fraco, então, é que sou forte” (2Co 12:10).

   A confortadora maravilha a ser lembrada neste dia é que o amor de Deus, Sua onipotência e Seu infinito interesse em nossa felicidade continuam inalteráveis em tempos de prosperidade ou de angústia. Assim, podemos enfrentá-los confiantes e com alegria.

terça-feira, 2 de junho de 2020

A Segunda Chance



     


   "Ele, antes, te foi inútil; atualmente, porém, é útil, a ti e a mim. "Filemom 11


   Quando criança, Albert Einstein tinha difculdade com algumas matérias na escola. Sua família, inclusive, acreditava que ele pudesse ter dislexia. Após concluir os estudos na Escola Politécnica Federal, em Zurique, ele wcou um tempo desempregado, tendo que se manter ministrando ocasionalmente aulas particulares. Poucos anos depois, revolucionou a Física com sua teoria da relatividade.

   Thomas Edison frequentou a escola por pouco tempo, sendo considerado um aluno inoportuno e indisciplinado. Até o fim da vida, foi responsável por 1.093 patentes, sendo um dos maiores inventores da história. Louis Pasteur não era um aluno brilhante na escola nem mesmo na universidade, mas suas descobertas influenciaram os rumos da Química e da Medicina.

   Todos nós conhecemos histórias de rejeição seguida de êxito, graças a uma segunda chance. Isso não se limita à vida intelectual ou profissional. Nesse âmbito, há pessoas que lutam com todas as forças para alcançar a superação. Entretanto, no aspecto espiritual, quando ficamos desacreditados por causa de erros cometidos, precisamos de algo fora de nós mesmos: compaixão e graça. Quantos casos considerados perdidos já foram recuperados! Graças ao Deus que é especialista em nos dar a segunda, terceira, quarta, quinta, décima... infinitas chances, enquanto não bloqueamos a voz do Espírito Santo na consciência.

   Jesus Cristo fez isso com Zaqueu, Pedro, João e todos os outros discípulos que tinham seus altos e baixos, mas que se deixaram alcançar. Ellen White afirmou: “Pode haver notáveis defeitos na vida de um indivíduo; contudo, quando ele se torna um verdadeiro discípulo de Cristo, o poder da graça divina o transforma e santifica. Contemplando como em um espelho a glória do Senhor, é transformado de glória em glória, até alcançar a semelhança Daquele a quem adora (2Co 3:18)” (Atos dos Apóstolos, p. 559).

   Onésimo trabalhava para Filemom, mas, por alguma razão lhe causou sérios prejuízos e fugiu. Filemom estava magoado. Convertido pelo trabalho de Paulo, Onésimo teve nele um intercessor por uma nova chance que, certamente, abriria o caminho à reparação que precisava ser feita.

   Em seus relacionamentos, há alguém que precise de uma nova chance? Está a seu alcance dá-la ou interceder em seu favor? Não se negue. É incalculável o bem que isso causa ao benewciado e ao benfeitor.

terça-feira, 5 de maio de 2020

Para quem Iremos?



     


   "Respondeu-Lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna." João 6:68.


   Não sei se você já sentiu lhe faltar o chão diante de alguma perda. Talvez tenha convivido com pessoas que se encontraram no centro desse drama. Já vi e tentei ajudar muitas. Algumas vezes, a causa era a morte inesperada de um ente querido. Outras vezes, a questão envolvia relacionamentos rompidos ou problemas de saúde. Onde encontrar ajuda e forças para reagir e recomeçar? Acaso, estaria esse sentimento de impotência implícito na pergunta de Pedro?

   O contexto é o milagre da multiplicação de pães e peixes para a multidão faminta. Impressionadas, as pessoas quiseram aclamar Jesus como rei, porém Ele saiu de cena, atravessou o lago e foi para Cafarnaum. O povo O encontrou novamente. Então, Ele aproveitou para fazer um duro discurso, na tentativa de levá-los a desejar o Pão da Vida, que é Ele mesmo. Isso realçava Sua origem divina. Para muitos daqueles ouvintes, as palavras de Cristo foram difíceis de aceitar; por isso, O abandonaram.

   “Quereis também […] retirar-vos?”, perguntou Jesus aos discípulos que permaneceram. Nesse ponto, Pedro respondeu com uma pergunta: “Para quem iremos?” E acrescentou: “Tu tens as palavras da vida eterna. Nós temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus.”

   Com sinceridade e fervorosa fé, o discípulo expressou em sua pergunta o profundo desejo de seu coração. Como viver sem Jesus? A mera sugestão, mesmo em pensamento, de que isso pudesse acontecer, era algo assustador. Não apenas para ele, mas também para os demais discípulos, daqueles dias e dos nossos – incluindo você e eu. Cristo é o tudo da existência. É Salvador, Senhor, mantenedor da vida, fonte de alegria e realização. Sem Ele, nada mais podemos esperar.

   Carentes de salvação, para onde vão as pessoas em busca de paz: Às formas de religião? À degradação dos vícios? À transitoriedade da fama e dos bens materiais? Para quem iremos com nossos fardos de problemas? Para aliviá-los, precisamos de Jesus.

   Para onde iremos com nossos medos quando o mundo parece querer nos tragar? Quando Satanás ruge? Quando amigos fogem? Quando a doença destrói o vigor? Para onde iremos quando perdemos um ente querido? Quando o divórcio apaga o colorido, os sons, o brilho e as doces lembranças do casamento? Para quem iremos quando estivermos diante da morte? A solução é Jesus. Só Ele tem palavras de vida eterna. Em Suas promessas, encontramos refúgio invencível.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

O Caso da Ira




   “Quando vocês ficarem irados, não pequem”. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha. Efésios 4:26, NVI


   Conhecido por suas habilidades diplomáticas e conciliatórias no mundo político, Tancredo Neves, presidente eleito em 1985, mas que faleceu antes da posse, costumava criticar correligionários e também os adversários resistentes a renunciar posições radicais ou interesses pessoais em favor do todo. Sempre havia quem se recusasse a sentar à mesa de negociações, especialmente quando algum desafeto, contra o qual nutria intenso desejo de desforra, fazia parte dela. Esses, dizia Tancredo, gostavam de “guardar ressentimentos na geladeira”.

   Histórias da política à parte, infelizmente esse é um sentimento comum a muitas pessoas. Não conseguem se libertar da ira e da mágoa. Se você conhece alguém assim, já percebeu como é vingativo e, por isso mesmo, angustiado e amargurado. Entretanto, sabemos que a ira é humana. Observe o conselho bíblico: “Quando vocês ficarem irados.” Está implícita a possibilidade de que, em algum momento, ela nos atinja. De fato, quem, neste mundo de pecado, esteve ou está imune a esse sentimento?

   A ira justificável no comportamento cristão nada mais é do que uma indignação justa contra o mal prevalecente, em todas as suas manifestações. O conselheiro matrimonial Gary Chapman destaca que das 455 vezes em que a palavra “ira” é mencionada no Antigo Testamento, 375 delas se referem à ira de Deus (Ira!, p. 21). Não podemos imaginá-Lo nutrindo ódio contra o pecador, mas indignado contra o pecado.

   Quanto a nós, não devemos permitir que a ira, mesmo justificável, cresça a tal ponto que nos faça pecar, abrigando sentimentos destrutivos em nosso coração, ressentimentos pessoais, levando-nos a desejar vingança e a perder o domínio próprio. Devemos nos esforçar para que ela tenha seu ocaso no mesmo instante que o Sol. Podemos até estabelecer limites. Conheci um casal de idosos que, entre outras razões, atribuía a longevidade do casamento a um fato curioso: Quando uma nota dissonante ameaçava a harmonia de seu dueto conjugal, nenhum dos dois tomava qualquer refeição antes que tudo fosse resolvido. Sendo que nenhum dos dois queria passar muito tempo em jejum, logo resolviam o impasse.

   Agindo dessa maneira, corrigimos os desacertos, preservamos os relacionamentos e contribuímos para clarear o ambiente em que vivemos. Temos paz. Sem dúvida, o perdão é o caminho mais curto para o ocaso da ira.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Cristo Veio ao mundo para cumprir a lei



"Não cuideis que vim destruir a Lei ou os Profetas; não vim ab-rogar, mas cumprir. Mateus 5:17".

Deus escolheu Israel como depositário dos inapreciáveis tesouros da verdade para todas as nações, e deu-lhes Sua Lei como a norma do caráter que deviam desenvolver perante o mundo, os anjos, e os mundos não caídos. … Pela desobediência e deslealdade, a nação escolhida de Deus formou um caráter justamente oposto àquele que Jesus pretendia que desenvolvessem pela obediência a Sua Lei. Eles deram sua própria imagem e inscrição à verdade, dela removendo a que fora posta por Deus. … A Lei divina ia sendo soterrada pelas minúcias de formas exteriores – tais como o frequente lavar as mãos antes de comer, e o lavar jarros e copos. Os dízimos eram exigidos de simples ervas da horta. Aos que tanta importância davam às coisas menores, disse Cristo: “Devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas” (Lucas 11:42). …

Por entre todo esse confuso ruído de vozes, havia necessidade de um Mestre vindo diretamente do universo celeste para falar com lábios inspirados ao coração humano, e proclamar as decisivas verdades tão importantes a cada um. …

Como Mestre enviado por Deus, a obra de Cristo devia explicar o verdadeiro sentido das leis do governo de Deus. … Repondo a verdade na moldura da própria Lei de Deus, fê-la refulgir em seu brilho original, celeste. … Entronizou os preceitos divinos juntamente com a realeza da verdade eterna, íntegra, que apresenta a sanção de Deus, a Fonte de toda a verdade. …

Cristo veio, não só reivindicar a Lei perante os habitantes deste mundo, mas, por Sua vida, estabelecer para sempre a imutabilidade da Lei de Deus. … Ele [Deus] nunca abandona alguém que Lhe confia ao cuidado a guarda de sua vida. Havendo-os amado por causa de seu amor a Jesus ama-os até ao fim. Manuscrito 125, 1901.

quinta-feira, 23 de abril de 2020

O Vale do Milagre



   "E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos."Josué 10:13


   No Vale de Aijalon, aconteceu um dos maiores milagres relatados nas Escrituras, e que resultou na derrota dos amorreus. Tudo começou quando os israelitas, acampados em Gilgal, receberam uma delegação de gibeonitas que afirmava ser de um país distante. Eles queriam propor uma aliança com Israel, pois tinham ouvido sobre as maravilhas realizadas por Deus em favor de Seu povo. Depois de alguma hesitação, e embora tivessem sido aconselhados a não fazer aliança com idólatras, diante das “provas” de sinceridade apresentadas pelos visitantes, os líderes israelitas concordaram com eles. Três dias depois, porém, descobriram que haviam sido enganados. Os proponentes eram vizinhos cananeus, habitantes de Gibeão, Cefira, Beerote e Quiriate-Jearim. Contudo, decidiram manter a palavra; afinal, os gibeonitas aceitaram as condições de submissão a eles: renunciar à idolatria e cultuar o verdadeiro Deus.

   Tendo feito a aliança, os gibeonitas se tornaram alvo da ira dos cananeus e, vendo-se ameaçados, pediram socorro a Josué. Recebendo de Deus a garantia de que seria vitorioso, o líder partiu com seu exército para a guerra contra os amorreus. Travando-se a batalha, era necessário que todos os inimigos fossem dizimados, e o dia parecia curto para isso. Nesse ponto, o milagre aconteceu: “Então, Josué falou ao Senhor […] na presença dos israelitas: Sol, detém-te em Gibeon, e tu, lua, no vale de Aijalon! E o sol se deteve, e a lua parou até que o povo se vingou de seus inimigos” (Js 10:12).

   Algumas lendas parecem ecoar o relato bíblico, como a de Phaethon, filho de Apolo, que teria detido o sol por um dia, e a do povo Mori, cujo herói, Maui, também teria retardado o amanhecer de um dia. À parte das lendas, a realidade é que, sob o comando de Deus, o milagre aconteceu na experiência dos israelitas. Aliás, para os cananeus, adoradores do Sol e da Lua, vê-los obedecer à ordem de Deus, Senhor da criação, deve ter sido algo aterrador.

   Sempre que você se deparar com um vale de impossibilidades, quaisquer que sejam, lembre-se: “Aqueles que conseguem os maiores resultados são os que confiam plenamente no braço do Todo-Poderoso. […] As pessoas de oração são pessoas de poder” (Ellen White, Patriarcas e Profetas, p. 509). O poder de Deus continua à disposição de Seus filhos hoje. Estando em Seus planos, que milagre existe que Ele não possa realizar para que seja glorificado em sua vida?

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Paz de Verdade




*Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em Mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; Eu venci o mundo. "João 16:33.

As palavras do texto de hoje fazem parte do discurso que Jesus proferiu ao Se despedir dos discípulos (Jo 13–17). Essa é uma fala recheada de promessas, orientações, apelos à unidade, à santificação e ao engajamento na missão. São palavras de um Pai e Pastor a filhos e ovelhas carentes e frágeis, que logo ficariam sem Sua presença física.

De fato, não é agradável nos despedirmos de pessoas queridas. Nessas ocasiões, duas coisas especialmente servem de conforto: a promessa de um reencontro e a garantia de que nem os que vão nem os que ficam se esquecerão mutuamente. Quem é pai ou mãe sabe muito bem o que é isso, quando se despede de filhos e filhas que vivem distantes.

Logo no início do discurso de despedida (Jo 14:1-3), Jesus prometeu que haverá reencontro. No fim dele (Jo 17:24), orou em favor disso. Também garantiu que a comunicação entre Ele e os discípulos seria mantida por meio do ministério do Consolador, o Espírito Santo. Este os guiaria, capacitaria para o cumprimento da missão, inspiraria e os tornaria sábios a fim de superarem obstáculos e desafios ao longo da caminhada.

Sofrimentos não estariam descartados; mas, em meio às aflições, Nele encontrariam paz. A paz de Cristo não significa apenas uma imitação de paz. Tudo o que tem origem Nele é pleno, elevado e abundante. Portanto, não se trata de paz semelhante à que o mundo oferece: “Deixo-vos a paz; a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14:27).

Muitas vezes, a paz que o mundo oferece é enganosa, mais parecendo conformismo com o pecado. Considerando que nem sempre as consequências são colhidas imediatamente, o transgressor tende a pensar que a escolha feita foi a melhor. Isso parece implícito na errônea ideia de Oscar Wilde, segundo a qual “a melhor maneira de vencer uma tentação é ceder a ela”. Ou seja, se a luta contra a tentação perturba, deixe de lutar, ceda e fique “em paz”. É um sentimento passageiro. Os resultados têm sido devastadores para quem segue por esse caminho.

Somente Jesus oferece paz que “excede todo entendimento” (Fp 4:7), acalma em meio às mais violentas provações e nos mantêm olhando fixamente para a coroa, mesmo estando sob o peso da cruz de cada dia. Apesar das tempestades no oceano da existência, podemos ter a garantia de que a paz de Cristo trará a bonança em tempo oportuno.

domingo, 19 de abril de 2020

Confiança Pratica


"Mas eu, quando estiver com medo, confiarei em Ti. Em Deus, cuja palavra eu louvo, em Deus eu confio, e não temerei. Que poderá fazer-me o simples mortal? "Salmo 56:3, 4"

Um dos temores básicos do ser humano é o desconhecido. O que não conseguimos explicar, entender e, acima de tudo prever, vai nos deixar temerosos. Em geral, ambientes desconhecidos parecem ameaçadores. O medo é uma dessas coisas programadas para nos fazer sentir que precisamos de Deus. A confiança vence o medo. Quem conhece a Deus sente-se seguro na vida.

Espero que você tenha um programa pessoal para aprender a confiar. Mesmo assim, apresento a seguir um ótimo exercício que um dos meus autores favoritos me ensinou. Escreva em uma caixa as palavras “Confiança em Deus”. Você pode utilizar um envelope também ou coisa parecida. Mesmo que pareça maluquice, ela será sua caixa da “Confiança em Deus”. Toda vez que alguma coisa começar a tirar seu sono ou roubar sua paz e você não tem capacidade de mudar, coloque essa preocupação num papel e guarde-a na caixa. Pode ser qualquer coisa que o ameace e o assuste. Uma vez dentro da caixa, essa preocupação se tornará propriedade de Deus. Isso passará a ser responsabilidade do Senhor, não mais sua (na verdade, nunca foi). Nunca tive uma caixa dessa, mas sempre escrevi minhas preocupações.


  • A partir do momento em que você entrega seu problema aos cuidados de Deus, não tem mais permissão de se preocupar. E, se quiser, terá de ir até a caixa e tirar o papel e a preocupação das mãos de Deus. Ao fazer isso, você estará tornando visível e palpável o que, de fato, acontece em seu interior: carregando tudo sozinho, você vai deixar de confiar no Senhor. Vá em frente e tente carregar esse fardo. Tente enfrentar seus medos por conta própria. Eu garanto: não vai funcionar. Mas, se você quiser enfrentar seus temores, o segredo é confiar em Jesus, só em Jesus. Ele é totalmente confiável.

sábado, 18 de abril de 2020

A Vontade de Deus para minha vida



"Eu o instruirei e o ensinarei no caminho que você deve seguir." Salmo 32:8


Sem dúvidas, você já se perguntou: “Qual é a vontade de Deus para a minha vida?” Em determinados momentos de nossa existência, nos apaixonamos com grande facilidade. Chega a ser um amor por semana. Se você já passou por esse período, talvez tenha aberto a Bíblia aleatoriamente e apontado o dedo para um verso, procurando saber se era da vontade de Deus. Outra decisão importante que você deverá tomar nos próximos anos tem que ver com sua vocação. Você já pediu um sinal a Deus? Você quer a aprovação divina?

Deus quer que você escolha servi-Lo, mas Ele não vai interferir nas decisões mais importantes de sua vida. Do amanhã, você só tem como saber sua posição espiritual e seu destino eterno. Nada mais. Sendo assim, como Deus nos revela Sua vontade?

Há alguns filtros para saber discernir a vontade de Deus. O primeiro deles é identificar a voz de Deus. É isso mesmo que Deus quer? Você precisará ter intimidade com o Senhor para não confundir a vontade Dele com a sua.

Segundo, você precisará usar o filtro das Escrituras. É bíblico? O Eterno não vai lhe dizer nada que seja contrário à Sua Palavra. Mensagens que contradizem a Bíblia não vêm de Deus. Certo dia, terminei de pregar, e uma garota me pediu: “Pastor, ore por mim!” Perguntei: “Pelo que você quer que eu ore?” Resposta: “Meu namoro. Estou com medo de que minha igreja fique sabendo…” Claro que eu sabia que havia algo mais. Seu namorado não era da igreja, e ela queria a aprovação de Deus para algo que Ele já havia dito não.

Terceiro, faça o teste da sabedoria. É sábio? Deus nunca lhe pedirá que faça algo incoerente e errado. Quarto, faça o teste da configuração. “Essa atitude tem que ver com meu jeito de ser?” Dificilmente Deus pedirá algo que seja diferente de sua personalidade. Deus o criou e lhe deu dons. Ele não pedirá que faça algo que você não tem talento para fazer.

Quinto, faça o teste do conselho. O que dizem as pessoas que conhecem e amam você? O que seu pai e sua mãe dizem? E seus amigos? O que falam as pessoas que lhe conhecem bem? Elas podem ser a resposta de Deus para suas inquietações.

Por fim, preciso lhe pedir que encha sua mente com a Bíblia. Deus usa Sua Palavra para falar conosco. Quanto mais tempo você passa com a Bíblia, mais sensível seu ouvido ficará à voz de Deus.

domingo, 15 de dezembro de 2019

Fale com doçura


     


   "O sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber. Prov. 16:21."


   Palavras! Palavras! Palavras! “Pelas tuas palavras, serás justificado e, pelas tuas palavras serás condenado”, disse um dia Jesus, dirigindo-Se a um grupo de religiosos que usavam o instrumento chamado palavra para destruir vidas. Hoje, vem Salomão e aconselha que “a doçura no falar aumenta o saber”.

   Os fariseus a quem Jesus Se dirigira naquele dia talvez não estivessem irados no que falavam, mas certamente estavam completamente equivocados na maneira de dizer as coisas. E se é verdade que “da abundância do coração fala a boca”, então o problema dos fariseus não estava na boca, mas no coração.

   Outro dia, fui ao médico. Ele me perguntou o que estava sentindo. Estava sentindo-me cansado fisicamente. O médico me mandou sentar e disse: “Abra a boca e mostre a língua.” Dentro de mim, pensei: “O que tem a ver o cansaço físico que estou sentindo com a minha língua?”

   Na vida espiritual também é assim. A língua, o modo como usamos a palavra, revela o que existe no coração. Se você não tem uma experiência viva com Deus e Ele não colocou em ordem seu mundo interior, como pode a sua palavra ser doce e edificante?

   No verso de hoje, o autor começa dizendo: “O sábio de coração...” Depois, menciona “a doçura no falar”. Confirma-se assim a relação direta entre o coração e as coisas que dizemos e como as expressamos.

   Houve um homem no primeiro século que usava suas palavras e atitudes para atacar e perseguir cristãos. Um dia, a caminho de Damasco, encontrou-se com Jesus. A partir desse instante, sua boca transformou-se num instrumento para anunciar as boas-novas de salvação. Seu nome era Saulo de Tarso. Transformado, passou a chamar-se Paulo.

   Todos nós podemos encontrar-nos com Jesus diariamente e sermos sábios. O coração do homem sábio é um manancial de bênçãos. As suas palavras são água fresca para aliviar o cansaço de gente que sofre por causa das pressões deste mundo injusto.

   Gostaria você de ser um manancial de bênçãos? Poderia propor no seu coração usar, consciente e determinadamente, as suas palavras para curar feridas, aliviar dores e restaurar gente triste? Lembre-se de que “o sábio de coração é chamado prudente, e a doçura no falar aumenta o saber”.



quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Não Espere ser entendido



     


   "O coração conhece a sua própria amargura, e da sua alegria não participará o estranho". Provérbios :10.

   Você está triste hoje por algum motivo? Ninguém compreende o que traz no coração? A vida é assim. É isto que Salomão afirma hoje. Só você conhece a verdadeira dimensão de sua alegria ou de sua tristeza.

   O coração é um cofre fechado. Ninguém pode abri-lo. Você não pode explicar, com palavras, o que existe dentro do santuário sagrado de seu mundo interior. Por isso, é preciso aceitar a realidade da vida, sem esperar ser “compreendido”.

   Mas Deus não o deixou abandonado neste mundo para carregar sozinho a tristeza que muitas vezes chega à sua vida. Jesus diz: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei.” Mat. 11:28. Jesus é refúgio para agoniados e tristes, consolo para afligidos, esperança para os desesperados e segurança para os temerosos.

   É possível que nesta vida ninguém o compreenda. As pessoas o julgarão por sua aparência e não por seu coração. Elas se impressionarão com o título acadêmico que você possui e não com a disposição interior que tem para lutar e crescer. Se você ficar parado, esperando ser entendido pelos outros, desperdiçará sua vida em lamentações e queixas. E quando abrir os olhos, o tempo terá passado.

   Aceite hoje o desafio de construir a vida de um modo diferente. Confie menos no ser humano e mais em Deus. Quando as flechas da incompreensão humana aparecerem intempestivamente, esconda-se nos braços de Deus, conte a Ele tudo. Ele não ignora sua situação. Quando você abre o coração a Deus, a dor torna-se menos intensa, o fardo mais leve e a escuridão menos densa.

   Faça de Deus o seu amigo de cada dia. É melhor andar com Ele na escuridão do que caminhar sozinho em plena luz do dia, esperando ser compreendido pelas pessoas. Em vez de querer ser compreendido, tente compreender. Em vez de esperar uma mão auxiliadora, estenda a mão para socorrer. Sempre existe alguém mais carente do que você. A vida é assim. Talvez para que a dor não machuque tanto.

   Comece seu dia lembrando-se de que “o coração conhece a sua própria amargura, e da sua alegria não participará o estranho”.



quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Até no riso



   


   "Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza." Provérbios 14:13.

   Não é pessimismo. É realidade triste e dura. Ninguém pode fugir dela. Este mundo era perfeito quando saiu das mãos do Criador. Não existiam morte, dor, nem lágrimas. A partir da entrada do pecado, tornou-se hostil e estranho. Às vezes, é cruel e impiedoso.

   Hoje, até quando você ri, a dor está presente. A alegria muitas vezes termina em tristeza. Outro dia, conversei com uma pessoa que durante trinta anos juntou dinheiro para realizar seu sonho de conhecer a Europa. Finalmente chegou o momento anelado. A viagem foi maravilhosa. Ela viu de perto coisas que só conhecia através dos livros; achou que o dinheiro tinha sido gasto com sabedoria.

   Quando a viagem acabou, já em casa, colocou as malas no quarto e subitamente sentiu vontade de chorar. Não sabia explicar por que, mas sentia-se culpado. Descobriu que “até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza”.

   Outro pensamento que o texto de hoje apresenta é a fragilidade das tentativas humanas para resolver os problemas da alma. Você vai a um circo para rir, e quando o espetáculo termina e as luzes se apagam só resta um vazio indefinível que dói. O jovem se droga querendo sair de suas angústias e, quando os efeitos passam, só restam desespero e vontade de morrer. Inutilmente, a criatura tenta livrar-se da culpa existencial. O coração dói e você não sabe definir por que luta, trabalha e se esforça, e tudo continua igual.

   Só Jesus é capaz de preencher o vazio do coração. Ele é a única pessoa que coloca o mundo interior em ordem, perdoa, transforma e satisfaz. Cura, limpa e purifica. Por isso, Ele afirmou: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo, Eu venci o mundo.” João 16:33.

   Ao conviver com Jesus, você aprende a administrar a dor existencial. A dor do ser sem ser. A sensação amarga de sentir-se mal sem ter feito mal.

   Abra seu coração para Aquele que um dia disse: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou.” Converse com Ele, como um filho conversa com o pai. Questione as coisas que não compreende, pergunte, reclame e implore. Ele nunca deixou sem resposta quem O procura com sinceridade. E lembre-se: “Até no riso tem dor o coração, e o fim da alegria é tristeza.”