terça-feira, 15 de abril de 2014

No Getsêmani - Primeira Parte




 A vida do Salvador na Terra foi uma vida dedicada à oração. Passou muitas horas a sós com Deus e, com freqüência, Suas preces sinceras subiam ao trono celeste, buscando sabedoria e força de que necessitava para sustê-Lo em Sua obra e para guardá-Lo de cair nas tentações de Satanás. 

    Depois de haver comido a Páscoa com Seus discípulos, Jesus foi com eles ao jardim do Getsêmani, onde costumava orar. À medida que caminhava, conversava com eles e os ensinava, mas quando se aproximaram do jardim, tornou-se estranhamente silencioso. 

    Durante toda a Sua vida, Jesus estivera em comunhão com o Pai. O Espírito de Deus havia sido Seu guia e apoio constantes. Por todas as obras que havia feito, sempre glorificara o Pai, dizendo: "Eu nada posso fazer de Mim mesmo." João 5:30. 

    Nada podemos fazer em nós mesmos. Somente quando confiamos em Cristo, podemos vencer e fazer Sua vontade na Terra. Devemos ter a mesma confiança simples e infantil que Jesus tinha em Seu Pai. Cristo disse: "Sem mim nada podeis fazer." João 15:5. 

    A terrível noite de agonia para o Salvador começou quando se aproximou do jardim. Parecia que a presença de Deus, que até então O sustentara, não mais O acompanhava. Começou a sentir o que significa separar-Se do Pai. 

    Cristo devia tomar sobre Si os pecados do mundo e quando eles foram colocados sobre Si, parecia mais do que podia suportar. A culpa do pecado era tão terrível que foi tentado a pensar que Deus não mais O amava. 

    Quando sentiu a enorme aversão de Deus ao pecado, deixou escapar essas palavras: "A minha alma está profundamente triste até à morte." Mat. 26:38. 

    Jesus deixou os discípulos próximo à entrada do jardim, exceto Pedro, Tiago e João, com os quais entrou no horto. Eram eles Seus mais sinceros discípulos e seus companheiros mais chegados. Mas não podia suportar que eles testemunhassem Sua intensa agonia. Disse-lhes: "Ficai aqui e vigiai comigo." Mat. 26:38. 

    Caminhou alguns passos adiante e caiu prostrado no chão. Sentia que o peso do pecado separava-O do Pai. Tinha diante de Si um abismo tão grande, tão profundo, tão negro que tremia diante dele. 

    Cristo não sofria por Seus pecados, mas pelos pecados do mundo. Sentia o desagrado de Deus contra o pecado como o pecador sentirá no grande dia do juízo. 

    Em Sua agonia, Cristo agarrou-se ao solo frio. De Seus lábios pálidos ouviu-se o grito amargo: 

 "Meu Pai, se possível, passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres." Mat. 26:39. 





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